Histórico

Hidratação

A necessidade de hidratação está profundamente vinculada à história dos seres humanos. Desde tempos imemoriais, ter acesso fácil a uma fonte de água era algo imprescindível para a sobrevivência da nossa espécie. Quando os primeiros Homo sapiens surgiram na África, no período entre 100.000 e 200.000 anos atrás, seus antepassados já tinham criado uma relação indispensável com a água e outras fontes de bebida, como frutas e legumes. A evolução da nossa espécie só foi possível em função desse acesso à hidratação. Segundo o químico e arqueólogo Patrick McGovern, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, o consumo de bebidas alcoólicas também está presente nos mais distantes períodos históricos da raça humana.

Agricultura

Há cerca de 15.000 e 10.000 anos, os seres humanos passaram a praticar a agricultura. Tempos depois, surgiram as primeiras bebidas. Até então a hidratação era feita com água e com a alimentação feita à base de leite, frutas e vegetais.

Leite

Os humanos passaram a consumir leite de vaca em torno de 9.000 a.C. O famoso médico grego Hipócrates, no século 5 a.C., recomendava o leite como remédio. Também há inúmeros registros em sânscrito que indicam que o leite era consumido na Índia antiga, onde era um alimento essencial.

Cerveja

Antes de 6.000 a.C. já era produzida e consumida cerveja feita a partir de cevada na Suméria e na Babilônia. No Egito, foram encontradas tumbas datadas de 2.400 a.C. onde existia cevada que foi germinada, esmagada e seca em bolos, os quais quando colocados em contato com água, passavam por um processo de fermentação e se transformavam em cerveja. Isso indica que as pessoas daquela época consumiam esse tipo de bebida. Na década de 1950, o famoso botânico norte-americano Jonathan Sauer sugeriu que a motivação original para a domesticação e cultura de cereais seria possivelmente ligada à produção de cerveja e não de pães.

Vinho

A videira Vitis vinifera começou a ser cultivada no Oriente Médio por volta de 4.000 a.C. Também há registros históricos de consumo de vinho no Egito, em torno de 2.500 a.C. Há ainda inúmeras referências ao consumo de vinho no Velho Testamento. Tanto gregos quanto romanos também deixaram textos e documentos sobre a produção, o comércio e o consumo de vinho.

Chá

Segundo a tradição, o chá é consumido na China desde 2.700 a.C. Durante milênios, foi considerado uma espécie de bebida medicinal naquela região. Somente por volta do século 3 da nossa Era o chá passou a ser consumido diariamente pelos chineses.

Também foi nesse período que o cultivo e a produção em maior escala começaram. No entanto, os primeiro registros de plantações de chá são de 350 a.C.

Portanto, o consumo diário de chá se estabeleceu primeiro na China. Depois, entre os séculos 8 e 9, a bebida chegou ao Japão. Por volta do século 13, a produção de chá já era algo estabelecido em terras japonesas.

Em 1610, a Companhia das Índias Ocidentais trouxe o primeiro carregamento de chá para a Europa. Em torno de 1800, os holandeses, que trouxeram sementes do Japão, começaram a produzir chá na ilha de Java. Da mesma forma, os ingleses foram responsáveis pela introdução do cultivo de chá na Índia e Sri Lanka.

Nos séculos 19 e 20, o consumo e a produção de chá se espalharam pelo mundo chegando a nações como Rússia, Irã, Brasil e Moçambique.

O chá natural é uma denominação popular para as bebidas preparadas pela infusão de folhas, flores ou raízes, geralmente em água quente. Cada variedade adquire um sabor definido de acordo com o processamento utilizado, que pode incluir oxidação, fermentação e o contato com outras ervas, especiarias e frutos. Eles não fornecem calorias nem quantidades significativas para as necessidades de energia, vitaminas e sais minerais.

Já os chás industrializados podem conter excesso de açúcar, sódio e aditivos alimentares artificiais.

O chá verde, ou green tea, é o nome popular da Camellia sinensis, planta nativa da Ásia. Ele contém quantidades substanciais de fitoquímicos que possuem propriedades antioxidantes (polifenóis), metilxantina, taninos e cafeína.

Consumido em doses adequadas, será benéfico ao organismo. Tende a reduzir o nível de colesterol total e LDL sangüíneos, diminuindo o risco de doenças do coração. Os flavonóides auxiliam nas atividades da vitamina C, melhorando a absorção e protegendo contra a oxidação. Eles podem ser obstáculos para as substâncias causadoras de câncer, como as nitrosaminas associadas a alimentos defumados e os resíduos de fertilizantes como o Nitrato. A epigalocatequina, principal polifenol do chá, é um forte inibidor de células cancerígenas. O chá pode ser usado como coadjuvante na redução de gordura corporal e manutenção do peso, pois estimula a termogênese facultativa, ou seja, a utilização da energia na geração de calor, reduzindo o seu acúmulo na forma de gordura.

A metilxantina e a cafeína agem especificamente inibindo a enzima fosfodiesterase, mantendo o metabolismo de carboidratos ativo. No metabolismo dos lipídeos (gorduras), elas agem na inibição da enzima fosfodiesterase, mantendo a lipólise (degradação da gordura) ativa. O chá é especialmente indicado no verão, ajudando a neutralizar o calor e umidade dessa estação. É também eficaz para as enxaquecas. Em excesso, causa insônia, boca seca e sede, além de prisão de centre e, pelo mesmo motivo, é bom para a diarreia.  O conteúdo de flavonóides e taninos varia de chá para chá.

O chá verde é o que tem a maior quantidade. Ele é seguido pelo oolong, depois pelo chá preto. O verde tem mais ação antioxidante e menos cafeína do que o preto. Adicionar leite ao chá desativa alguns taninos e fluoretos protetores. Porém, seu consumo em excesso pode causar constipação, manchar os dentes e produzir insônia. Beber chá quente demais está relacionado ao câncer de esôfago e todos os chás bebidos às refeições reduzem a absorção do ferro dos alimentos.

Destilados

Os chineses foram os primeiros a destilar uma bebida a partir da cerveja de arroz, em cerca de 800 a.C.. Já os árabes produziram os primeiros destilados de cana de açúcar. Na Grã-Bretanha, a produção de bebidas destiladas já ocorria antes da conquista romana. Espanha, França e o resto da Europa ocidental, provavelmente, também produziram bebidas destiladas antes dos romanos. No entanto, essa produção era limitada. Somente a partir do século 8, após o contato com os árabes, que a produção de bebidas alcóolicas cresceu.

Idade Média

O primeiro registro histórico de produção de uísque data de 1494, na Escócia. A palavra “uísque” vem do termo celta "usquebaugh". Já as palavras irlandesas (uisce beathadh) e gaélica escocesa (uisge beatha) para uísque são adaptações da expressão latina "aqua vitae", a qual significa “água da vida”.

Refrigerantes

Os primeiros refrigerantes foram produzidos no século 17. Eram uma mistura de água e suco de limão adoçado com mel. Em 1676, foi fundada a primeira empresa que produzia e vendia esse tipo de bebida, era a parisiense Compagnie de Limonadiers. Ainda no século 17, foram criadas as bebidas gaseificadas. Seu principal intuito era repetir a qualidade terapêutica que então se acreditava existir na água naturalmente gasosa.

Água engarrafada

Os primeiros registros históricos de garrafas de água com gás estão presentes em correspondências entre o filósofo Erasmus Darwin (1731-1802) e o industrial britânico Matthew Boulton. Em 1820, avanços no processo industrial permitiram aumentar consideravelmente a quantidade de água engarrafa, tornando-a algo popular. As primeiras aguas minerais com sabor são dessa época. O primeiro tipo foi com gengibre; o segundo, produzido em 1830, foi com limão; e o terceiro, em 1858, foi a água tônica.

Bebidas industrializadas

Em todas as regiões do mundo, diferentes preparações de bebidas não lácteas têm sido utilizadas, com o objetivo de oferecimento líquido, como forma de hospitalidade ou como complemento a refeições. Chás, tônicos, emulsões, xaropes, néctares e outros tipos de alimentos foram sendo modificados de várias maneiras e ofertados a crianças, adolescentes e adultos.

No final do século XIX e princípio do século XX são registrados os primeiros relatos de distribuição maciça de bebidas baseadas em extratos de noz de cola adicionadas de água e adoçantes. A partir daí, o mundo ocidental verificou o aumento extraordinário da difusão de diferentes bebidas gaseificadas artificialmente, com inúmeras marcas e apresentações. O consumo destes refrigerantes em remotas regiões do planeta, mostra sua aceitação globalizada.

Coca-Cola

A bebida mundialmente conhecida foi criada, em 1886, pelo farmacêutico norte-americano, nascido em Atlanta, John Pemberton (1831-1888). No início a bebida era conhecida como Pemberton's French Wine Coca (Coca, o vinho francês de Pemberton). Em 1891, a fórmula da Coca-Cola foi vendida para Asa Griggs, o qual a colocou em um cofre no banco Georgia Trust Bank, tornando-a uma das mais valiosas e secretas combinações da história. Em um primeiro momento, o Coca-Cola de Pemberton continha cocaína e cafeína. Em 1905, a cocaína foi retirada da receita. Atualmente, a Coca-Cola é uma bebidas mais consumidas do planeta.

Pepsi

Criada pelo farmacêutico norte-americano Caleb D. Bradham (1866–1934), a Pepsi surgiu em 1898 no intuito de competir com a Coca-Cola, que então já era um sucesso de vendas. Em 1902, se transformou na Pepsi-Cola Company. Desde então, as duas empresas competem pelo mercado de refrigerantes.

Sucos

Na década de 1940, o governo norte-americano criou um programa para incentivar a produção de sucos industrializados, os quais eram enviados para os países aliados durante a Segunda Guerra Mundial. Foi assim que as indústrias foram capazes de criar um suco de laranja que se mantivesse utilizável por um período maior de tempo. Quando fazemos o suco em casa, sua duração é de apenas algumas horas. No entanto, os sucos industrializados são capazes de ficar semanas armazenadas sem perder o gosto. Esse avanço foi produto dos trabalhos feitos pela Florida Citrus Comission, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Foi criada então a companhia Flórida Foods, que depois passaria a se chamar Minute Maid (feito em um minuto). O primeiro tipo de suco era um concentrado a vácuo. Esse produto, quando congelado, mantinha seu sabor. Para torná-lo suco basta retirá-lo da geladeira e adicionar água. Entre 1945 e 1946, a Flórida produziu 226 mil de galões de concentrado. Em 1961/62, esse total já chegava a 116 milhões de galões. Com o final da Segunda Guerra Mundial, os investimentos na indústria de sucos se tornou parte do Plano Marshal. Em 1960, a Coca-Cola comprou a Minute Maid. Nessa mesma época, a Tropicana passou a vender suco de laranja durante os 12 meses do ano, o que transformou um mercado que até então era controlado pela sazonalidade.

Na década de 1970, a Tropicana se aliou aos produtores de laranja do Brasil o que permitiu que essa companhia praticamente controlasse o mercado de sucos durante vários anos. Nessa mesma década, os sucos deixaram de ser engarrafados em vidro para ser vendidos em caixas de papel.

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