Fundamentos

Clima mediterrâneo

Uma das premissas dessa dieta reside nos hábitos alimentares dos países que tem seu litoral, ou parte dele, no Mar Mediterrâneo. Tais costumes, por sua vez, só foram possíveis em função do clima e da topografia local. Esses dois fatores permitiram que alguns produtos se tornassem comuns nas culinárias dos diversos povos que habitam essa enorme área. Segundo a classificação Köppen, o clima mediterrâneo é quente e seco no verão e fresco e chuvoso no inverno. Em razão disso, produtos como o abacate, originário do continente americano, se adaptaram muito bem à produção local e passaram a fazer parte da alimentação da região, misturando-se a produtos tipicamente mediterrâneos como a alcachofra e o azeite de oliva.

 

Pesca

A grande presença de frutos do mar na dieta mediterrânea está fortemente ligada à milenar história da pesca nessa região. Entre tais pescadores estão navegadores egípcios, gregos, etruscos, romanos, cartagineses, genoveses, fenícios, otomanos, espanhóis e franceses. Foram eles que levaram para as civilizações da região a presença constante de peixes e frutos do mar na culinária local.

 

Conquistadores

Em sua exploração do continente americano, os conquistadores portugueses, espanhóis e franceses foram também responsáveis por incrementar os hábitos alimentares da região mediterrânea ao introduzir diversos legumes e frutas até então lá não existiam. Hoje, no entanto, seria impossível imaginar a culinária italiana sem o tomate, que é típico do Peru, ou uma paella espanhola sem pimentões, os quais também são originários do Peru.

 

Alimentos frescos

A dieta mediterrânea é basicamente feita a partir de alimentos frescos in natura. Essa prática acaba eliminando inúmeros aditivos químicos presentes em alimentos industrializados. Nesse sentido, as sobremesas são sempre frutas frescas. As verduras também são parte importante do processo

 

Sazonalidade

Em razão da necessidade de consumir alimentos in natura, a dieta mediterrânea é profundamente ligada às estações do ano. Comer produtos frescos significa seguir detalhadamente o que cada época oferece de frutas, verduras, legumes, cerais, peixes e carnes.

 

Abundância de cereais

Uma das marcas da dieta mediterrânea e sua abundância de cereais (massa, pães, polenta). Esse tipo de alimentação é, portanto, muito rica em carboidratos e fibras.

 

Evitar alto teor de sal e a gordura saturada

Uma das premissas da dieta mediterrânea reside em evitar ao máximo o consumo de alimentos embutidos ou processados, ambos com alto teor de sal e gordura saturada. Em razão disso, esse tipo de alimentação baseia-se primordialmente em receitas baseadas em uma grande gama de produtos não industrializados.

 

Azeite de oliva

Inúmeras pesquisas já apontaram que o consumo de azeite de oliva extra virgem ajuda a aumentar a quantidade de polifenóis no organismo. Estes, por sua vez, possuem capacidades antioxidantes extremamente eficientes. O polifenol hidroxitirosol, por exemplo, é antioxidante e anti-inflamatório. Já o ácido oleico presente no azeite de oliva ajuda a nutrir a pele e também possui propriedades anti-inflamatórias.

 

Cerais

Trigo, cevada, aveia e arroz integral estão entre a base da alimentação mediterrânea. Do trigo, por exemplo, são feitas as massas e os pães, ambos presentes na dieta. São ricos em fibras e carbo-hidratos.

 

Vinho

O consumo diário e moderado de vinho também foi um dos hábitos dessa região que acabou sendo incorporado à dieta mediterrânea. A história do vinho está intrinsecamente ligada à história dos povos da região. Seu cultivo em países como Líbano, Egito, Grécia é milenar. A uva do tipo Vitis vinífera é cultivada no Oriente Médio desde 4.000 a.C.. Depois da queda do Império Romano, o cristianismo, que usa o vinho na eucaristia, ajudou a espalhar o cultivo da uva e a produção do vinho por praticamente toda Europa. 

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