Fontes e inspirações

Platão (428/427 a.C.-348/347 a.C.) — Foi o grande mestre de Aristóteles, por ter trazido à filosofia uma primeira sistematização racional pela dialética. A ideia de inteligibilidade e a divisão entre o universal e o particular, entre o mundo da experiência e do suprassensível certamente marcaram o pensamento aristotélico. Também a ideia de uma academia que visava formar os discípulos e as disciplinas sobre o conhecimento. No entanto, o pensamento aristotélico procurou não dividir o mundo das aparências e das essências, em um pensamento transcendente, mas unir essas duas vertentes para que só se possa pensar um em relação ao outro na imanência do mundo.

Eudoxo (entre 390 e 338 a.C.) – Filósofo grego pouco conhecido, mas que fez parte da formação de Aristóteles durante o período da academia de Platão. Ficou conhecido em toda a Grécia como grande matemático e astrônomo, introduzindo um calendário solar – o calendário dos 365 dias, que posteriormente foi adotado como calendário Juliano. Foi considerado um dos maiores matemáticos do mundo antigo, depois de Arquimedes (287 a.C.-212 a.C.). Fundou o “Método da Exaustão” de Antífona, um precursor do “Cálculo Integral”, posteriormente também utilizado por Arquimedes. Também fundou uma escola em Cnido, certamente influenciando os estudos cosmológicos de Aristóteles.

Encontramos muitos rastros da visão aristotélica na cultura ocidental.

Para pensar

Quais as implicações teológicas para se compreender Deus como a causa motriz do mundo?

A ideia de Deus em Aristóteles deixa de ser explicada como uma emanação. Ou seja, não é representada como um demiurgo, isto é, não se trata de um Ser que faça parte do imaginário das crenças popular...

VEJA MAIS

Possibilidades

veja mais sobre o tema