Fontes e inspirações

Baruch Spinoza (1632-1677): Filósofo judeu e holandês. Tornou-se um grande expoente do racionalismo. Spinoza é a principal influência hegeliana da filosofia moderna, sobre tudo na sua concepção de substância e ideia. Em Spinoza, a noção de ideia como essência objetiva unifica-se aos objetos do mundo exterior. Essa concepção está presente em sua grande obra, Ética (1674), segundo a qual o universo é idêntico a Deus, única substância existente. A ideia da substância única, que confere realidade ao mundo, aproxima-se do modo como Hegel pensa a totalidade do percurso do espírito. O problema, no entanto, é que para Hegel há uma negatividade da substância absoluta de Spinoza. Ela prejudica a dialética natural das coisas do mundo. O homem, que seria um dos modos dessa substância una em Spinoza, encontra-se regido por uma necessidade de tal ordem, que a sua liberdade fica prejudicada. O princípio da subjetividade no homem, a vida e o devir ficam comprometidos porque Hegel compreende o absoluto de Spinoza como ser uno, imóvel e inerte. A introdução da dialética hegeliana nessa perspectiva totalizante do mundo em Spinoza é uma tentativa de conferir um movimento que torna possível uma liberdade. Assim, o homem é também livre no reino da necessidade das ideias objetivas.

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): Filósofo suíço nascido em Genebra. Dele, Hegel herdou as ideias políticas sobre o uso da liberdade e da razão. A ideia da vontade geral, central no Contrato Social (1762) de Rousseau, foi incorporada propiciando a formulação da ideia do Estado em Hegel. Entre ambos permanece a concepção matriz de harmonia entre a liberdade individual e a autoridade governamental. Nessa unidade é estabelecida a justiça: pela ideia de um contrato, cada indivíduo entrega seus direitos ao governo, que em troca dá garantias de sua vida e de sua propriedade.

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