Fundamentos

Crítica ao idealismo transcendental: A filosofia hegeliana procura idéia diferente da “unidade sintética a priori” do idealismo transcendental. Kant havia diferenciado a aparência das coisas e as coisas em si mesmas; ou seja, entre fenômeno e coisa em si. Hegel modifica essa visão, porque considera que ela destrói a própria noção de experiência. Ao invés de adotar a crítica transcendental kantiana, elabora uma crítica imanente. Nela a realidade numenal (da coisa em si) deixa de ser um substrato desconhecido, como em Kant, e sim um processo ativo. O pensamento e a realidade agora estão fundidos.

A dialética hegeliana: Nesse processo, Hegel pretende uma explicação filosófica verdadeira da experiência, possível através do procedimento dialético que dá conta dessa relação entre pensamento e realidade. O desenvolvimento triádico de cada conceito e de cada coisa se dá num movimento em que: 1) tese: uma coisa em si mesma (An-sich); 2) antítese: conhece o exterior de si mesma (Anderssein); e 3) síntese: retorna e encontra a si mesma (An-und-fur-sich). Nesse processo dialético, a antítese opõe totalmente a tese, enquanto no terceiro passo, há um retorno ao primeiro momento de uma maneira enriquecida, com o acúmulo da experiência.

Exemplo da dialética hegeliana: Por exemplo, se penso no problema da liberdade: 1) primeiro, penso a liberdade em um selvagem, a princípio, livre; 2) em um segundo momento, constata-se que o selvagem cedeu a sua liberdade ao seu oposto, à tirania e à civilização da lei.

Para pensar

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