Na prática

A filosofia hegeliana é especulativa, mas podemos destacar dois aspectos que apontam a forma indireta como o ideário hegeliano está presente na organização que a nossa consciência faz do dia-a-dia:

1) A constituição do Estado moderno como processo constante – as leis, o zelo e o trabalho diário em nome da fortificação estatal é decorrente do apreço hegeliano do indivíduo que emoldura a sua vida nas forças do Estado. Vive como a sua engrenagem. O indivíduo confere um valor superior ao Estado como algo natural, que o sobrepõe, que cuida da sua vida, da suas finanças, e em troca, ele reconhece a autonomia estatal perante à sua individualidade.

2) A ideia de reconhecimento cultural, tão difundida, é uma atualização renovada da chave de leitura hegelian. Ela nos remete à dialética do senhor e do escravo, famosa seção da Fenomenologia do Espírito. Assim, hoje podemos dizer que um indivíduo só se reconhece numa cultura quando ele está consciente de que outros indivíduos reconhecem a cultura que ele participa. Não é um processo isolado, mas de dependência. O ideal do convívio com a diferença tem uma remissão importante à filosofai hegeliana.

Para pensar

Como é a noção de Deus para filosofia hegeliana?

Um dos aspectos interessantes, não menos problemático da filosofia hegeliana é a noção de Deus, como quid est, o que ele é. A existência divina é incontestável, restando o problema sobre como aprese...

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