Principais nomes

Georg Wilhelm Hegel (1743-1819): Filósofo alemão, nascido em Stuttgart. Estudou teologia, sobretudo sobre as religiões reveladas (judaísmo e cristianismo), comparadas à civilização greco-romana. É por volta de 1800 que Hegel matura a sua filosofia, com os escritos preparatórios para o seu sistema filosófico, assim como os escritos de Jena, culminando na sua grande obra, a Fenomenologia do Espírito (1807). É através dela que o sistema hegeliano se apresenta numa exposição extensa e completa. Também é nela que se observa pela primeira vez uma concepção clara e distinta da noção de absoluto em relação a Schelling: para este, o absoluto constitui o princípio, e para Hegel a síntese e conclusão suprema, o resultado de todo o processo dialético.

A formação do pensamento hegeliano é um assunto complexo, mas talvez possa ser dividida em três princípios de inspiração: teológico, metafísico e crítico. A influência de Spinoza é importante para unificar a relação entre pensamento e ser em uma identidade metafísica. À substância de spinozana falta o retorno a si, para se tornar um sujeito absoluto que reconhece a si mesmo. Por outro lado, Hegel pretende unificar os dualismos racionais kantianos, e assim estabelecer uma unidade dialética entre as oposições abstratas em uma perspectiva de conciliação na dialética: sujeito-objeto, entendimento-razão, matéria-forma, coisa em si-pensamento, natureza-Deus, liberdade-necessidade, etc. Hegel atribui expressamente a concepção da dialética como processo de síntese dos opostos através da mediação da negatividade, em que tudo é considerado mediante a “sagrada triplicidade” (tese-antítese-síntese).

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