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Cara a cara com o perigo

Para Paul Souders, cliclar animais é uma oportunidade de contar a história de lugares selvagens

Paul Souders

Morsa nada embaixo do mar congelado na Hudson Bay, Canadá

Paul Souders, fotógrafo norte-americano premiado por fotos de aventura conta ao Portal NAMU como é ficar face a face com animais selvagens. “Elas fizeram um círculo a minha volta e uma se aproximou, me deu uma tapa nas costas para eu ficar sabendo quem mandava por ali.” Essa é história que ele relata ao nadar com enormes morsas em Svalbard, Noruega. “Sobre a terra eles são animais grandes, desajeitados e irritados prontos para usar suas presas para brigar. Para a minha surpresa dentro da água eles se transformam em graciosos gigantes”, conta o artista.

Inspirado por sua avó, desde criança seu sonho era viajar e fotografar. Hoje, ele cruza o mundo para clicar ambientes selvagens. A câmera o leva das savanas africanas às geleiras do Ártico. Em 2013, recebeu os prêmios de melhor fotografia do ano pela National Geographic e foi eleito como melhor fotográfo do ano pela BBC Wildlife.

Urso – cinzento no Parque Nacional Katmai, Alasca

Leão jovem no deserto de Kalahari, África do Sul

Portal NAMU: Como começou a sua carreira de fotógrafo?

Paul: Desde criança tive contato com a câmera fotográfica e no colegial me tornei fotojornalista. Trabalhei em jornais e comecei a comprar passagens aéreas para regiões de conflito, mas logo percebi que não queria ser fotógrafo de guerra. Assim coloquei tudo o que eu tinha em um carro e fui para o Alasca, onde me estabeleci no jornal local. Lá, comecei a explorar a vida selvagem e hoje viajo cinco ou seis meses para o exterior clicando a natureza.

Rastos de estrelas sobre a Ayers Rock, Austrália

Por que você escolheu a natureza como objeto? Você luta por alguma causa ambiental?

Para mim, fotografar a natureza é uma oportunidade de contar a história de lugares selvagens. Essas regiões afastadas não têm voz e minha câmera pode ajudar. Se essa condição significa que eu não sou meramente um jornalista, mas um advogado ou um ativista, então eu aceito os rótulos.

Leão se aproximando de uma câmera acionada por controle remoto na reserva de Masai Mara, Quênia

Você se aproximou de animais perigosos, inclusive embaixo da água. Como você fez para captar as imagens?

Quando comecei a fotografar eu usava teleobjetivas, câmeras que captam imagens em longas distâncias.  Mas quando lançaram as câmeras digitais, qualquer pessoa com dinheiro poderia fazer essas fotos, era só colocar no automático. Eu queria que minhas fotos fossem diferentes, então passei a chegar mais perto. O mais importante é estudar os seus objetos. Quando fui fotografar os ursos-cinzentos no parque de Katmai Coast no Alasca eu passei semanas perto dos riachos onde nadavam os salmões só observando a interação entre ursos e peixes.

Eleita como a melhor foto de 2013 pela National Geographic - urso polar na Hudson Bay, Canadá

Baleia jubarte, Alasca