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Dançar pode torná-lo mais criativo?

Peter Lovatt diz que dançar acelera o processamento de informações no cérebro e aumenta a criatividade

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Improvisar passos de dança pode estimular a criatividade

O pesquisador do departamento de psicologia da dança da Universidade de Hertfordshire, da Inglaterra, possui uma trajetória de vida muito diferente da maioria dos acadêmicos. Formado em balé e dança teatral, ele trabalhou como dançarino profissional antes de se formar em psicologia e inglês. Mais tarde se especializou em computação neural e psicologia experimental. Agregando a dança a teorias, Peter Lovatt estuda os benefícios que a dança traz para o cérebro. Seus estudos concluem que o modo de dançar pode influenciar dois tipos de pensamento: o convergente e o divergente.

O pensamento convergente é aquele que junta esforços em busca de uma resposta. Isso acontece, por exemplo, ao resolvermos uma conta matemática. Ao pensarmos no resultado da soma 125 + 487, estamos dirigindo nosso cérebro a uma resposta exata: 612. Já o pensamento divergente procura não apenas uma solução, mas várias. Quando planejamos os vários caminhos que podemos pegar para chegar ao trabalho, estamos realizando um pensamento divergente. Não pensamos em um caminho determinado, mas sim nas várias possibilidades que temos, é uma ampliação de resultados.

Seguir ou improvisar?

As pesquisas de Lovatt sugerem que a forma que dançamos pode beneficiar um ou outro tipo de pensamento. "Para explicar essa influência, é preciso dizer também que existem duas formas de dançar: uma estrutural e outra improvisada. A dança estrutural é aquela que você segue, enquanto a dança improvisada é aquela que você cria. Ao frequentar aulas de danças, nas quais os passos que você faz são pré-estabelecidos pelo professor, você está seguindo movimentos. Por outro lado, se você está em casa e começa tocar aquela música que você adora e você solta o corpo e deixa a música conduzi-lo, você está improvisando", explica Lovatt.

A dança estrutural contribui para o pensamento convergente. Segundo Lovatt, ela agiliza o processamento de informações no cérebro, o que faz com que se chegue mais rápido a uma resposta. Agora, se você quer mais criatividade, o pesquisador sugere a dança improvisada. Ela pode estimular ideias criativas e acelerar os pensamentos divergentes.

Fertilidade e dança

Outra revelação interessante das pesquisas conduzidas por Lovatt é que o nível de hormônios sexuais pode tornar a dança de um indivíduo mais atrativa. O pesquisador avaliou o nível de testosterona em homens e aqueles que apresentaram taxas mais altas foram os considerados mais atraentes por mulheres que os observavam dançando.

Lovatt observou o mesmo quando os sexos foram invertidos. Mulheres que estavam em seu período fértil, e portanto, com maiores taxas de progesterona, mexiam mais os quadris enquanto dançavam. Isso as tornaram mais atrativas aos olhos masculinos. Os pesquisadores compararam os movimentos das mulheres em diferentes etapas do ciclo menstrual e constataram que a uma maior taxa hormonal pode ser ligada a movimentos mais sensuais.


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