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Típico do Brasil, o pseudofruto possui maior quantidade de vitamina C do que a laranja e o kiwi

giovanni42 / Pixabay / CC0 Creative Commons

O cajueiro (Anacardium occidentale L.) é nativo do Brasil e pode ser encontrado em diversas regiões, mas é mais abundante no Nordeste. Nessa região, a cultura do caju é importante por ser a renda de muitas famílias. O caju na verdade é um pseudofruto, pois a parte que surge com infrutescência é a castanha.

Vários produtos, como bebidas, pratos típicos e óleos da castanha podem ser feitos com e a partir do fruto. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, (Embrapa), a região Nordeste corresponde a 95% da produção nacional. A exportação do pseudofruto é direcionada geralmente para o Canadá e os Estados Unidos.

“Rico em vitamina C, o caju também possui betacaroteno (provitamina A), vitaminas do complexo B na castanha e minerais, como magnésio, manganês, potássio, fósforo e ferro”, afirma a nutricionista Maiara Fidalgo. Segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (Taco), o caju possui 219,3 mg de vitamina C, ou seja, 365% da necessidade diária de um adulto.

A presença de vitamina C no organismo é importante, pois ajuda a combater as ações dos radicais livres, causadores do envelhecimento precoce das células e de inúmeras doenças. Além disso, essa vitamina ajuda a combater o estresse e fortalece o sistema imunológico, o que auxilia a prevenir as tão comuns gripes e resfriados.

O betacaroteno, um tipo de carotenoide, é responsável pela cor forte do pseudofruto. Essa substância pode se converter em vitamina A e possui ação antioxidante, o que também contribui para uma pele bonita e saudável. Fortalecimento dos ossos, controle de níveis de açúcar no sangue e prevenção de dores musculares estão entre outros bens que a constante ingestão do caju pode trazer ao organismo.

Castanha de caju

A castanha de caju

Pertencente à família das oleaginosas, a castanha de caju também possui seus benefícios. Ela é rica em proteínas, magnésio, fósforo e possui boas quantidades de ferro e potássio.

Assim como outros nutrientes, o magnésio é essencial para o bom funcionamento do organismo. Dentre as vantagens de consumir constantemente alimentos com esse mineral, destacam-se a produção de energia e o auxílio nas funções musculares. Apesar de o caju possuir bons níveis desses minerais, é na castanha que eles se encontram em maior quantidade.

O fruto é fonte de gorduras mono e poli-insaturadas, assim como as amêndoas e as nozes. Esses tipos de gorduras, de origem vegetal, são benéficos ao corpo, pois têm ação antioxidante, ajudam a manter o bom colesterol e a diminuir o ruim, o que contribui para menores riscos de doenças cardíacas.

As castanhas de caju são ótimas opções também para saciar a fome na hora do lanchinho da tarde. Contudo, é importante tomar cuidado para não exagerar em sua ingestão, já que o alto consumo pode contribuir para o acúmulo de calorias segundo afirma Fidalgo.

Tanto o caju como sua castanha podem ser consumidos em doces, sobremesas, sorvetes, bolos e em pratos agridoces. Se optar por realizar suco com o caju, lembre-se de ingerir assim que for feito para que não perca seus nutrientes. De acordo com a nutricionista, qualquer pessoa pode ingerir o pseudofruto e a castanha, mas se estiver em tratamento ou com algum problema nutricional, o indicado é seguir orientações médicas.

“O caju bom para consumo deve estar bem fresco. A casca deve ter cor firme, sem manchas ou machucados. Como é muito fácil de estragar, deve ser consumido no mesmo dia da compra, se possível. Se estiver bem firme, pode ficar guardado na geladeira por dois dias no máximo”, aconselha Fidalgo. 

Aprenda a deliciosa receita de maionese de castanha de caju

Foto 1: oglaubercavalcante / Flickr / CC BY 2.0
Foto 2: me and the sysop / Flickr / Creative Commons