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Em defesa da dieta vegetariana

O médico e nutrólogo Eric Slywitch afirma que ela não implica falta de ferro, proteínas e vitamina B12

Patrícia Spier

"A crença de que vegetarianos sofrem com a carência desses elementos é um mito", afirma Slywitch

Quando alguém decide abandonar o consumo de carne, independente do motivo, há sempre uma preocupação: será que a saúde continuará a mesma? Há muitas críticas relacionadas à dieta vegetariana, como a de que ela causaria deficiência de ferro, proteínas, vitamina B12 e até cálcio em veganos – que não consomem qualquer produto de origem animal. Em entrevista ao Portal NAMU, o nutrólogo Eric Slywitch afirma que é possível substituir carnes e laticínios sem deixar faltar os nutrientes necessários ao organismo e conta quais são os alimentos mais indicados para a troca.

"A crença de que vegetarianos sofrem com a carência desses elementos é um mito", afirma Slywitch, que coordena o departamento de medicina e nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). “As populações vegetarianas têm a mesma prevalência de anemia por falta de ferro que as populações que consomem carne”, argumenta o especialista.

Durante o 7º Seminário SVB - Vegetarianismo em Foco, realizado no Pavilhão da Bienal de São Paulo no início de junho, Slywitch explicou ao Portal NAMU como não deixar faltar os nutrientes em uma alimentação equilibrada.

Menos doenças

"A dieta vegetariana tem um potencial enorme de prevenir as principais doenças ligadas à alimentação que matam os seres humanos”, afirma Slywitch. Segundo ele, estudos têm registrado que a alimentação sem carne pode evitar doenças, reduzir a taxa de colesterol no sangue e auxiliar em tratamentos. Em entrevista ao Portal NAMU, o nutrólogo também falou sobre a menor prevalência de diabetes, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer em populações vegetarianas.

Longe da farmácia

Alana Rox, cantora e culinarista, é vegetariana desde que nasceu. Sem saber exatamente o motivo, nunca conseguiu comer nem papinhas com gosto de carne. Preocupados com a saúde da filha, seus pais a levaram a vários médicos. Eles nunca a forçaram a comer carne, mas indicaram o consumo de ovos e laticínios, pois acreditavam que eram essenciais para que não faltassem nutrientes ao corpo.

“Quando eu parei com os venenos silenciosos - glúten, lactose, açúcar e produtos industrializados - não tive mais nada", afirma Rox, que há seis anos é vegana. Não vou a uma farmácia há muito tempo. Tudo muda, não é só a pele ou o cabelo. É a disposição, o humor, você fica feliz. Não faço apologia, falo: eu fiz, e deu certo para mim”, relata a artista. Em entrevista ao Portal NAMU, ela conta um pouco de sua história.

Rox se apresentou no 6º Festival da Cozinha Vegetariana no início de junho e, no evento, preparou sua receita do ‘pãozinho do amor'.

Recuperação rápida

Elias Pereira, chef de alimentação viva ou crudívora, relata que conseguiu se recuperar em apenas 23 dias de um grave acidente no qual quase perdeu a perna direita. "Para a classe médica convencional, o tratamento iria demorar de um ano e meio a dois anos", lembra. Ele acredita que o motivo da rápida recuperação é o fato de se alimentar apenas de vegetais, frutas, cereais e castanhas. Tudo cru. " Li vários livros de médicos renomados sobre alimentação viva e vi que ela é curativa. Isso eu senti na pele", afirma.

Pereira e sua mulher, Wanessa Carla, comandam a empresa Zen%Bem, que prepara receitas crudíveras para eventos. O casal também se apresentou no 6º Festival da Cozinha Vegetariana e preparou um pão desidratado de amêndoas. Em entrevista ao Portal NAMU, eles comentam a participação no evento e contam a experiência de Pereira na recuperação do acidente.

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