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Mais memória com ômega 3

Estudos sugerem que a dieta mediterrânea beneficia o raciocínio e diminui a probabilidade de demência

stevepb / Pixabay / CC0 Creative Commons

Estudo mostrou que dieta rica em ômega 3 diminuiu em 19% os riscos de problemas de cognição

Quer chegar aos 70 com agilidade mental de 20? Recomenda-se investir em carnes brancas e no azeite de boa qualidade, alimentos ricos em um conjunto de ácidos graxos conhecido como ômega 3. Pesquisa coordenada pelo neurologista Georgios Tsivgoulis, do departamento de neurologia da Universidade de Atenas (Grécia), mostra que uma alimentação rica em ômega 3 pode trazer benefícios à memória e ao raciocínio, além de diminuir a probabilidade de demência.

Estima-se que mais de 700 milhões de pessoas ao redor do mundo sofram de doenças mentais e neurológicas, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde no Plano de Saúde Mental 2013-2020.

O estudo de Tsivgoulis tem como objetivo determinar a relação entre a adoção da dieta mediterrânea e a capacidade cognitiva dos indivíduos, levando em conta diferenças raciais e problemas vasculares. Durante quatro anos, os pesquisadores acompanharam 17.478 pessoas e notaram em 19% delas uma redução do índice de comprometimento cognitivo.  A efetividade da dieta estaria ligada a uma maior eliminação de gorduras saturadas pelo corpo.

Azeite de oliva e dieta

A dieta mediterrânea baseia-se na ingestão de frutas, vegetais, grãos, azeite de oliva, sementes, nozes, peixes e frutos do mar. Ovo, queijo e iogurte e vinho também podem estar presente à mesa diariamente, enquanto carnes vermelhas e doces são evitados.

Os participantes da pesquisa eram caucasianos e afro-americanos com idades próximas a 64 anos. Nesta amostra, 17% eram diabéticos. Diferenças raciais não implicaram em diferentes resultados. Nos pacientes diabéticos, no entanto, nenhuma melhoria no índice de comprometimento cognitivo (ICI, em inglês) pode ser avaliada, comprovando que a diabetes influencia diretamente nos resultados da dieta.

Para Georgios Tsivgoulis, a alimentação mediterrânea é apenas uma forma de preservar o funcionamento adequado do cérebro. “O exercício, a controle da obesidade, a abstinência de tabaco e o acompanhamento cuidadoso de problemas como a diabetes e a hipertensão são igualmente importantes”, sugere o neurologista.

Diminuição dos sintomas da demência

Outro ponto importante levantado pelo estudo é o de a dieta apresentar uma possível alternativa para tratar os sintomas da demência. Segundo Tsivgoulis, fazer exercícios para o cérebro e mudar a dieta convencional podem ser alternativas para desacelerar a demência. Atualmente, não existe cura para a doença.

Ao longo de quatro anos, os pacientes foram submetidos, regularmente, a testes de memória e de raciocínio. Eles também passaram por controles alimentares que analisaram se sua alimentação estava mais ou menos próxima de uma dieta mediterrânea. Durante esse período, 7% dos analisados apresentaram algum tipo de comprometimento de memória.

Para aqueles pacientes que seguiam assiduamente a dieta recomendada, e que não apresentavam nenhum problema nas atividades cerebrais no início da pesquisa, a dieta mostrou-se eficiente. Dentro dos parâmetros estabelecidos para mensurar os resultados, eles apresentaram risco 19% menor de desenvolver problemas de cognição e de memória se comparados às outras pessoas analisadas, conforme relatou Georgios Tsivgoulis.

Foto: Thinkstockphotos