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Massagem mais eficiente do que analgésicos

Quiropraxia e exercícios podem oferecer alívio duradouro para quem sofre com dores no pescoço

Simon James / Flickr: Day 80 - A Pain in the Neck / CC BY-SA 2.0

A quiropraxia cuida das relações entre os sistemas neurológico, muscular e esquelético pela manipulação de articulações, tecidos moles e realinhamento da coluna

Muitos fatores que podem trazer dores no pescoço estão relacionados ao cotidiano, como assumir posturas desalinhadas ao assistir televisão, trabalhar no computador e dormir. A dor afeta todas as faixas etárias, de crianças a idosos. Pesquisas têm avaliado métodos que diminuem essas dores e a quiropraxia mostra-se mais eficiente do que analgésicos em curto e em logo prazo, segundo estudo realizado por pesquisadores da Universidade Northwestern de Ciências da Saúde.

O pescoço é uma parte da coluna cervical composta por sete vértebras que unem a cabeça (crânio) ao tronco (clavículas). Quando assistimos televisão ou mexemos no computador, inclinamos a cabeça para frente, o que exige maior esforço do pescoço para sustentá-la. Nossa cabeça pesa em média cinco quilos e, a cada centímetro que a inclinamos para frente ou para trás, aumenta o peso que a coluna tem de suportar. Quando sentados, a pressão sobre as vértebras fica mais intensa e todos esses esforços podem gerar hábitos posturais errados.

O estudo de Northwestern estima que 70% das pessoas têm dores crônicas em alguma época da vida. No Brasil, os consultórios recebem 4,63 milhões de pacientes com esse problema, todo ano, segundo o Ministério da Saúde. A maioria das queixas está relacionada às condições de trabalho.

Quiropraxia para dor

Em uma pesquisa que reuniu 272 pacientes e teve duração de 12 semanas, os benefícios trazidos pela quiropraxia no alívio da dor foram maiores do que os dos analgésicos, podendo ser equiparados somente aos resultados trazidos por exercícios caseiros com instrução médica.

A quiropraxia cuida das relações entre os sistemas neurológico, muscular e esquelético, pela manipulação de articulações, tecidos moles e do realinhamento da coluna. Ela trata e previne disfunções mecânicas e seus efeitos no sistema neurológico e na estrutura do corpo.

A pesquisa, publicada em 2012 pelo site do Colégio de Médicos Americanos, dividiu os 272 pacientes que reclamavam de dores no pescoço em três grupos. Os participantes, que tinham idades entre 18 e 65 anos, frequentaram diferentes tratamentos: quiropraxia, analgésicos e exercícios caseiros com assistência e passaram por consultas médicas entre a doze semanas após o início das sessões.

Depois de três meses de tratamento, os integrantes dos dois grupos que não tomaram remédios relataram com maior frequência a diminuição das dores no pescoço. Cinquenta e sete por cento das pessoas que participaram das sessões de quiropraxia alegaram uma redução da dor em 75%, segundo os métodos de medição estabelecidos pelos pesquisadores.

No grupo que fez os exercícios caseiros também foram notados resultados positivos: 48% dos participantes disseram que a dor foi amenizada em 75%, assim como no tratamento com a técnica de massagem. No grupo de pessoas tratadas pelos analgésicos, porém, os casos que apresentaram melhoras não foram muito frequentes, apenas 33% dos pacientes medicados disseram que houve diminuição significativa na dor que sentiam.

Resultados duradouros

A quiropraxia e os exercícios físicos apresentaram resultados em longo prazo. Depois de um ano da pesquisa, os pesquisadores agendaram uma nova consulta com os participantes e descobriram que os benefícios trazidos pela quiropraxia e pelos exercícios caseiros indicados pelos médicos permaneceram.

Os pacientes para os quais foram receitados analgésicos continuaram a tomar a medicação e aumentaram suas doses para obterem o alívio inicial trazido pelos remédios. “Se você tomar remédios por um longo período, corre o risco de desenvolver efeitos colaterais como problemas gastrointestinais”, alertou o pesquisador Gert Bronfort, em entrevista para o site da Universidade Northwestern de Ciências da Saúde.

Foto: Aidan Jones / Flickr / CC-BY-SA-2.0