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Relaxe na água com watsu

Terapia corporal ajuda a diminuir o estresse, reduz dores crônicas e melhora a qualidade do sono

Pxhere / CC0 Public Domain

A técnica criada por Harold Dull alivia sintomas de estresse e ansiedade

Dores crônicas

Somente a ideia de ser massageado em uma piscina aquecida já é agradável. Adicione isso à certeza de que além do relaxamento você vai ganhar mais flexibilidade, reduzir dores crônicas e dormir melhor. É isso que o watsu oferece. Na verdade, não há nada de novo nessa prática. A força dela reside na sensação de relaxamento que a água produz e seu potente efeito emocional, capaz de criar sentimentos de segurança semelhantes aos que vivenciamos no útero de nossa mãe.

O watsu é uma técnica de terapia integrativa corporal na água e seus movimentos derivam do zen shiatsu. Foi criada em 1980 por Harold Dull, presidente da Worldwide Aquatic Bodywork Association (WABA), o qual começou a aplicar a técnica nos seus alunos no centro de reabilitação Harbin Hot Springs, na Califórnia, Estados Unidos. O nome dessa prática é uma abreviação de “water shiatsu” (shiatsu na água). Hoje, ela é praticada por diversos profissionais da saúde como naturólogos e fisioterapeutas e também é aceita como uma técnica eficaz em reabilitação primária pela comunidade científica.

Fibromialgia

Nos últimos anos, o watsu apresentou resultados significativos em diversas pesquisas acadêmicas que envolvem tratamentos de enfermidades como: dores crônicas, fibromialgia, ansiedade, síndrome do pânico, entre outras. Em razão disso, a técnica passou a ser praticada tanto em clínicas de reabilitação como em spas em diversos países do mundo.

Segundo Antônio Maria da Costa, educador físico e professor de watsu em São Paulo, “em alguns casos, pacientes que fazem watsu trazem à tona questões do inconsciente que estavam reprimidas e conseguem exprimir com naturalidade o que antes estavam ocultando de si mesmos".

Água em um piscina
O contato com a água reduz o impacto articular, induz ao relaxamento e mantém a temperatura pela condução de calor

O professor Costa descobriu a terapia depois de realizar trabalhos na água ligados à biodança. Hoje, ele é instrutor e já formou mais de 160 terapeutas dessa técnica no Brasil. Teve a oportunidade de conhecer pessoalmente Harold Dull, quando o auxiliou na organização do primeiro Congresso Internacional de Watsu ocorrido em janeiro de 2005, no espaço Estância Alto da Serra, em Riacho Grande, São Paulo.

O watsu atua sobre a respiração e os meridianos – canais por onde circula a energia vital no corpo, isso segundo a medicina tradicional chinesa. A técnica se destaca entre outros trabalhos corporais em razão dos benefícios da água: o alívio gravitacional e a temperatura morna, igual ou superior à temperatura da pele, de 33 °C.

As sessões de watsu duram em média 50 minutos. A piscina precisa ser rasa para que o terapeuta possa ficar em pé, com o busto fora da água. Isso é feito para proporcionar conforto ao paciente e conduzir os movimentos, herdados do zen shiatsu. São alongamentos, torções e massagens. O contato entre terapeuta e paciente, além da efetividade da técnica, depende muito da confiança entre eles.

Hidroterapia watsu

As propriedades hidrodinâmicas e termodinâmicas da água reduzem o impacto articular, induzem ao relaxamento e mantêm a temperatura do corpo. Esses quesitos são fundamentais para a redução da dor de origem musculoesquelética. A água também diminui o consumo de oxigênio e estimula a circulação, o que, por sua vez, promove a eliminação de detritos metabólicos, reduz a fadiga e produz bem-estar.

Contraindicações

A maioria das pessoas pode receber o tratamento de watsu em diversas condições patológicas. A prática é contraindicada para pessoas com doenças transmissíveis na água (por exemplo, infecções de pele), febre acima de 38 ºC, insuficiência cardíaca, pressão arterial descontrolada, incontinência urinária e fecal, doenças sistêmicas e sintomas de trombose venosa profunda. O watsu também não deve ser aplicado em indivíduos com tônus muscular muito flexível como as pessoas com síndrome de Down.

Foto:  Yachichurova / Flickr / CC BY-SA 2.0