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Romã: sabor milenar cheio de benefícios

Com ação antioxidante, a casca da fruta é ótima para prevenir anemia e regular os batimentos cardíacos

megspl / Pixabay / CC0 Creative Commons

A romã pode ser consumida in natura, em saladas, doces, molhos, pratos agridoces e bebidas

Símbolo de prosperidade em muitas civilizações antigas, a romã (Punica granatum) era parte importante do cardápio de famílias abastadas em diversas culturas e religiões, principalmente por ser vista como uma preciosidade. Nativa do Oriente Médio, precisamente próximo à costa do Iêmen, a fruta é relatada em inúmeros manuscritos, os quais mostravam sua relevância para a época e suas propriedades para fins alimentícios e medicinais. Na Bíblia, por exemplo, a fruta é mencionada várias vezes no Antigo Testamento. No Egito Antigo, a romã foi desenhada em túmulos de faraós e utilizada em rituais religiosos.

Séculos se passaram e a romã ainda lidera entre as frutas mais deliciosas e apreciadas pelos países do Oriente. Na culinária, a fruta é encontrada em pratos como fatuch, salada árabe feita com molho de romã, e em pratos agridoces. O suco feito com a fruta também é muito consumido, inclusive possui vários benefícios para a saúde humana.

Plantada no Mediterrâneo, Oriente Médio e Norte da África, a romã também ganhou seu espaço no Brasil. Os principais fornecedores da fruta se encontram em São Paulo, Pernambuco e Bahia. Segundo o Ceasa – Campinas, o fruto da romãzeira tem mais abundância nos meses de fevereiro, maio, agosto, outubro e dezembro.

Entre as variedades da fruta no Brasil, destacam-se a amarela, mais comum, e a vermelha. A fruta pode ser comprada em mercados e feiras. Além da polpa, todas as partes da romã podem ser aproveitadas. O ideal é consumir a fruta orgânica, ou seja, sem os agrotóxicos que são prejudiciais ao nosso organismo. Apesar de ser bem conhecida, a cultura da romã ainda não está muito propagada no país, pois é necessário ser cultivada em solos adequados e os valores altos fazem da fruta a tornam, no Brasil, um alimento exclusivo para determinados grupos de pessoas.

Benefícios

Além de ser associada à prosperidade, a romã é vista com bons olhos por seus nutrientes altamente benéficos. A fruta é composta por 67% de casca, 30% de polpa e 3% de sementes. Na polpa estão presentes os compostos fenólicos como as antocianinas, fortes antioxidantes. Além de serem responsáveis pela cor avermelhada, essas substâncias são capazes de prevenir as ações dos radicais livres. A constante ingestão da fruta ajuda a minimizar a chance de contrair doenças cardiovasculares e degenerativas como o câncer.

Segunda a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (Taco), a romã tem boas quantidades de vitamina C, vitaminas do complexo B, zinco, cobre, potássio, ferro, magnésio, zinco e manganês. A presença desses nutrientes é crucial para fortalecer o sistema imunológico, produzir energia e hemoglobina, auxiliar a visão e a controlar a pressão arterial e o mau colesterol. Consumir esses nutrientes evita males como anemia, diabetes e hipertensão.

Engana-se quem acredita que as propriedades funcionais da romã estão apenas em sua polpa. Por ser fonte de antioxidantes e conter taninos, a sua casca é muito utilizada na medicina tradicional em países orientais, europeus e americanos. No Brasil, por exemplo, o chá da casca é usado para infecções de garganta, gripes e resfriados. Estudos apontam que a casca da romã tem mais poder antioxidante do que o vinho e o chá verde, pois retira de fato as toxinas presentes no fígado.

Para que todos esses benefícios aconteçam, é preciso incluir a romã em sua alimentação diária e, claro, ter um cardápio variado com outras frutas, legumes e todos os alimentos funcionais. As sementes da romã também podem ser ingeridas, inclusive fazem muito bem e, assim como a polpa e a casca, têm propriedades imunológicas. O óleo extraído é eficaz para manter a pele hidratada e longe do envelhecimento precoce das células.

Foto 2: artvintage1800s.etsy.com / Flickr