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Taipa ganha prêmio internacional

Brasileiros assinam projeto de pavilhão feito em terra para Niamey, capital do Níger

Abiola Akandé Yayi e Robert Soares

Estudantes brasileiros projetaram um pavilhão cultural que utiliza adobe como matéria-prima

Utilizado em construções da Mesopotâmia, o adobe é um dos materiais de construção mais antigos que existem e projetos contemporâneos podem se aproveitar do material como uma opção de baixo custo. Em 2013, o Comitê Internacional para o Desenvolvimento dos Povos de Níger (CISP Niger) promoveu um concurso entre arquitetos para a construção de um pavilhão feito em terra na cidade de Niamey, capital do país.

O concurso, cujo mote é “Pas de futur sans culture” ou “Não tem futuro, sem cultura”, em português, resultou na idealização do prédio que abrigará um local de exposições, biblioteca, brinquedoteca, além de um cinema ao ar livre. O projeto fez parte do programa de apoio cultural da ACP-EU, organização de estados Africanos, Caribenhos e da região do Pacífico em parceria com União Europeia. Os vencedores, Abiola Akandé Yayi e Robert Soares, estudantes da Universidade Federal de Uberlândia, utilizaram a taipa de pilão, técnica comum no Brasil colonial.

Tijolos feitos a partir de barro, fibra natural e recursos do entorno das construções são a base desse método de construção. Casas feitas com o material oferecem conforto térmico – são frescas no verão e quentes no inverno - se adequando ao clima árido do Níger.

Além do conforto, a terra é um recurso barato e acessível o que permite que o projeto possa ser executado em diversos países africanos. A extração da terra crua também não provoca muitos impactos ambientais, tornando o recurso ainda mais recomendável.