Marx pensa o comunismo como a liberdade plena. Mas como seria possível unir de forma igualmente plena os interesses individuais e coletivos no comunismo?

O grande problema teórico é a concepção sobre o que seria a natureza humana. Se para o marxismo não há uma essência transcendente e a-histórica sobre a liberdade humana, o que permite contrapor a caracterização do sujeito “egoísta” do capitalismo com o a “comunidade” marxista como duas caracterizações naturais de cada regime? Nesse sentido, o liberalismo e o comunismo não podem explicar de forma plena a realidade humana através dessa redução metafísica. À dialética do trabalho seria necessário ligar outras questões metafísicas que possam dar conta do problema ontológico da liberdade, mesmo no momento em que houver a superação da relação entre as forças binárias de exploradores e explorados.