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Emagrecer

Mais prazer, menos calorias

Paul Rozin recomenda atitudes positivas diante das refeições para diminuir a quantidade do que ingerimos
Da redação
09/10/15

A variedade de delícias nos almoços de família costuma ser um banquete para os olhos. Tudo dá água na boca: das travessas fumegantes à sobremesa. Mas antes de levar à boca uma garfada cheia de calorias, um sentimento de culpa arrebatador pode nos fazer pensar duas vezes: será que vale a pena?

“A alimentação sempre foi um dos maiores prazeres da vida mas, no mundo desenvolvido, ela foi contaminada com preocupações relacionadas à obesidade e à imagem do corpo. Muitas pessoas se preocupam se estão comendo muito ou não comem coisas que adoram, por exemplo, chocolate. Isto é um erro. Elas estão protelando o prazer de comer e mesmo assim não estão perdendo peso”, defende Paul Rozin, PhD em biologia e psicologia pela Universidade de Harvard.

Há mais de 25 anos Rozin pesquisa os aspectos biológicos, psicológicos e antropológicos da alimentação humana no Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Em vez de estudar distúrbios psicológicos, esse campo procura entender quais são os aspectos positivos da vida que geram felicidade e satisfação, além de buscar formas de maximizar essas situações.

“Em geral, as pessoas vivem mais eventos positivos do que negativos, então nós temos que fazer com que elas valorizem e apreciem esses eventos e os tornem mais frequentes”, explica o professor.

Porções menores, mesma satisfação

Rozin estuda exemplos de como uma atitude positiva em relação à alimentação pode levar a hábitos mais equilibrados e pessoas mais felizes. Ele considera que experiências positivas de algumas culturas podem servir de inspiração.

“Na França, as pessoas comem mais gordura animal e são igualmente satisfeitas ou um pouco mais equilibradas do que os americanos. Como os franceses conseguem menores índices de obesidade e melhores de expetativa de vida se eles amam sua culinária?”, questiona o professor. De acordo com uma pesquisa citada por Rozin, mesmo ingerindo alimentos calóricos, 76% das mulheres francesas consideram que seguem uma dieta equilibrada, em oposição a apenas 28% das americanas.

Para ele, a resposta é justamente a atitude positiva em relação à comida. Os americanos costumam associar a alimentação a tensão, uma vez que o risco de obesidade e a pressão por um corpo “em forma” levam a restrições na hora de escolher o que por no prato. Já os franceses consideram a refeição um momento de prazer que deve ser apreciado e valorizado, inclusive durando mais tempo.

Saborear a comida

“Os franceses comem menor quantidade, mas eles saboreiam mais a comida, despendem mais tempo com ela, o que torna a refeição uma experiência muito positiva”, explica Rozin.

O pesquisador demonstrou que uma porção média no McDonald’s francês tem 189 g, enquanto nos Estados Unidos ela tem 256 g, ou seja, é 35% maior. Da mesma forma, as embalagens padrão de outros produtos como iogurte e refrigerante costumam ser maiores nos EUA.

O tamanho dos pratos é uma questão-chave. Estudos feitos por Rozin mostram que as pessoas comem a porção inteira do que for oferecido, sem pensar no tamanho ou na quantidade de fome que precisariam satisfazer. No entanto, ele afirma que não importa a quantidade, nós nos lembraremos apenas se a refeição foi boa ou ruim. “Nossa memória registra apenas o caráter da emoção e não a sua duração.”

Isso quer dizer que não importa se você come um pedaço pequeno ou uma barra inteira de chocolate, em ambos os casos você se lembrará daquele momento como igualmente prazeroso. O segredo é simples: “Coma o que você gosta, só coma menos”, esclarece o pesquisador.

Refeição em etapas

Além do tamanho das porções, a ordem dos pratos pode ser alterada para intensificar o prazer no momento da refeição e a memória em relação a ele. Paul Rozin explica que nós nos lembramos melhor do começo e do fim da refeição, e tendemos a nos esquecer do que comemos no meio, quando são servidos os pratos principais, normalmente preferidos pelas pessoas.

“Para se ter mais prazer, o certo seria organizar a refeição de modo que os pratos de que você mais gosta viessem no começo ou no final”, indica Rozin. Outra estratégia, seria incluir intervalos no meio da refeição. Quando ela é interrompida e retomada, o prazer desse “novo começo” fica mais claro na memória.

Mais emoções positivas

“A psicologia positiva serve para fazer a vida das pessoas mais satisfatória e significativa”, sintetiza Rozin. Para ele, o campo oferece lições simples que permitem extrair mais emoções positivas dos aspectos cotidianos das nossas vidas, como relacionamentos amorosos, família e trabalho.

“Precisamos entender o que compõe uma boa vida. Por exemplo, para uma pessoa a boa relação com a família pode ser o que a leva a considerar que vive uma vida significativa”, explica o pesquisador. “Então, estimulamos as pessoas a apreciar essas coisas e talvez fazê-las se envolver mais com outras coisas significativas. Um exemplo é melhorar o envolvimento com o trabalho, para que a pessoa se sinta parte dele, em vez de pensar seu ofício apenas como uma atividade praticada no horário comercial.”

Paul Rozin explica que, em geral, não é preciso ter o acompanhamento de um profissional de psicologia positiva para tomar algumas atitudes. “Se alguém na sua família tem um episódio de sucesso, por exemplo, você pode compartilhar, celebrar isso com ela e não ignorar o evento.”

No site Authentic Happiness (felicidade autêntica), elaborado pelo Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia, do qual Rozin faz parte, estão disponíveis exercícios, testes e orientações para melhorar as relações cotidianas.

Foto: Elisa Jimenez / Flickr: nakedtrust / CC BY 2.0


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