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Você conhece o pepino silvestre?

Apesar de ser difícil encontrá-lo à venda, esse legume é atraente para crianças e tem sabor idêntico ao comum
Da redação
27/09/19

Já parou para imaginar quantos tipos de abóbora existem? A forma pode ser comprida, redonda, achatada, cheia de gomos ou lisa. Das cores, temos as rajadas, as alaranjadas, as amarelas e as verdes. Encontramos desde abóboras com mais de 100 quilos, gigantescas, ou abóboras pequenas que cabem na palma da mão. O curioso é que todas as abóboras são fruto do trabalho de agricultores em todo mundo ao longo do tempo. São cultivares, criações humanas com base na seleção de tamanho, cor, formato e sabor.

No caso dos pepinos, tínhamos uma variedade enorme deles no passado, mesmo aqui no Brasil, mas eles foram sendo esquecidos. Hoje em dia, só encontramos três tipos: o caipira, arredondado e mais claro; o japonês, comprido, escuro e mais firme; e o miniatura, usado pra conservas e para picles, e raramente visto in natura. Pepinos amarelos, brancos, compridos, espiralados, redondos, espinhados e rajados são mais difíceis de encontrar. Se comparados às abóboras, a nossa variedade é muito pequena. Somos pobres em pepinos.

Segredo culinário

Porém, a família das abóboras e dos pepinos é enorme, e sempre nos presenteia com frutos comestíveis deliciosos e suculentos. Melões, melancias e chuchus. São todos parentes. Todos nascem de plantas muito bonitas e saborosas da família das Curcubitáceas. E essa mesma família guarda um tesouro culinário de nossas matas: o mini pepino, ou pepino silvestre.

pepino silvestre

O pepino silvestre (Melothria pendula), por vezes chamado também de abóbora silvestre ou abóbora-do-mato, é originário da região sul dos Estados Unidos. Ele raramente é visto à venda, exceto em algumas feiras agroecológicas que já tem o produto fresco e em conserva. Seguindo a moda dos alimentos miniaturizados, o mini pepino, assim como as cenouras, tomates e batatas baby são um atrativo para crianças que não gostam de legumes. É pequeno, crocante e suculento, com sabor idêntico ao pepino comum, porém, pequenino e delicado.

A planta é uma trepadeira de folhas recortadas e ligeiramente peludinhas. Cresce rápido e não é muito exigente em relação a solo e ambiente, apenas não gosta de muito sol nem locais muito secos. Provavelmente você já passou por ela e não viu, porque ela nasce em cercas em terrenos baldios, em muros, se enrosca em arbustos na calçada e na roça é sempre vista crescendo perto das casas. Mesmo em cidades grandes, é fácil de ser encontrado: em São Paulo, já vi em diversos bairros.

Hora de colher

Os frutinhos, verdes, ficam pendurados até amadurecerem. Devem ser colhidos enquanto ainda são jovens, claros e crocantes, porque quando amadurecem ficam escuros, molengos e com um aroma muito desagradável. E o pior, a literatura indica que sejam fortemente purgativos, o que pode ser uma experiência bem ruim. Eu sempre consumi esses pepinos em grandes quantidades e nunca senti nenhum desses efeitos. Mas só consumo os frutos verdes, então acho que esse é o segredo.

A abóbora-do-mato e o pepino silvestre pertencem todos ao mesmo gênero, chamado Melothria. As espécies com frutos comestíveis são: M. fluminensis, M. scabra, M.cucumis e M. pendula. Elas ocorrem na forma selvagem do sul da América até o México. As sementes nascem fácil e desenvolvem um broto frágil, que logo se enrosca à procura de luz. Para tê-las em casa, peça para seu feirante, saia à caça na cidade ou procure sementes na internet. Infelizmente o pepino silvestre é uma planta pouco conhecida e pouco comercializada, apesar de ser deliciosa e fácil de cuidar.

Veja também:
Flores comestíveis: dente-de-leão


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