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O que é

O conceito de agroecologia integra conhecimentos de diversas outras ciências e incorpora o saber proveniente dos povos, o qual é validado por metodologias científicas. Forma um conhecimento e uma prática que criticam a agronomia moderna, pois não se baseiam na ótica econômica e produtiva do agrobusiness.
A agroecologia é, portanto, comprometida com o uso sustentável dos recursos naturais. Ela visa criar um modelo capaz de produzir o equilíbrio entre agricultura e meio ambiente, e, ao mesmo tempo, proporcionar desenvolvimento social no campo. Em razão disso, uma de suas bases é a participação das comunidades. Isso permite a união entre saberes populares e científicos, passo fundamental para o alcance de uma agricultura mais ecológica, justa e solidária.
Em seu sentido mais amplo, a agroecologia se apresenta como uma ciência que dialoga nas diversas dimensões do convívio humano: a ecológica, a técnico-agronômica, a socioeconômica, a cultural e a sociopolítica, e vai além da produção, pois se insere em um processo sistêmico para transformar os mecanismos hegemônicos de exploração social, valorizando uma agricultura socialmente mais justa, economicamente viável e ecologicamente apropriada.
Em termos técnicos, a agroecologia propõe que todo o manejo agrícola seja baseado na busca de uma compreensão profunda e detalhada das características do ecossistema local. Isso significa trabalhar com a natureza e toda sua complexidade mineral e viva.
Essa ciência resgata, portanto, o conhecimento dos povos tradicionais, dos agricultores e a sabedoria da própria natureza, além de valorizar a autonomia do produtor agrícola com foco numa economia mais justa e solidária.
Nesse sentido, a agroecologia trabalha a terra com respeito, não utilizando agrotóxicos, cuidando do meio ambiente e preservando a diversidade cultural e biológica das diferentes regiões do Brasil.

Origem do nome

O nome agroecologia é formado pela união da palavra “agro” com a palavra “ecologia” e refere-se a uma agricultura ecológica.

O prefixo agro tem origem no verbete latino agru, que significa “terra cultivada ou cultivável”. A palavra agricultura vem do latim agricultura, composta por ager (campo, território) e cultura (cultivo) no sentido estrito de cultivo do solo. A palavra ökologie deriva da junção dos termos gregos oikos, que significa “casa”, e logos, que significa “estudo”.

O termo “ecologia” foi criado pelo cientista alemão Ernst Haeckel (1834-1919) para designar a ciência que estuda as relações entre seres vivos e o meio ambiente.

Criação

Lei de conservação Surge de uma visão criada pelo médico austríaco, Hans Peter Rusch, para o qual existe uma “lei de conservação da substância viva”, que, por sua vez, está presente em toda a vida no planeta. Para ele, a agricultura correta deveria respeitar essa lei. Mudança de paradigma.

A agroecologia resulta da mudança da questão da produção agrícola, que evoluiu de um problema puramente técnico e voltado para alimentar a população mundial para algo ligado a um sistema produtivo mais diverso, que leve em conta as dimensões sociais, culturais, políticas e econômicas da agricultura.

Nesse sentido, a agroecologia trouxe mais complexidade para o processo produtivo do agrobusiness. Brasil A agroecologia se integra nas questões sociais permeando a realidade rural brasileira.

Seu padrão produtivo reporta-se ao termo “agricultura ecológica” e os alimentos produzidos nesse padrão são chamados de “alimentos ecológicos”.

Mostra-se então uma ferramenta capaz de provocar mudanças de paradigmas nas diferentes áreas do conhecimento por seu caráter interdisciplinar e multifacetado.

Além disso, ela tem sido aplicada também nas cidades onde se propõe uma construção coletiva do saber, como no caso das ações voltadas à agricultura urbana agroecológica.

Histórico

O conhecimento sobre o manejo dos agroecossistemas se desenvolveu e evoluiu, na história das civilizações, a partir da diversidade de recursos disponíveis.

A utilização de tais recursos se deu através de uma herança cultural, guardando-se, portanto, as inovações decorrentes da produção do conhecimento das diversas sociedades.

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e com o advento da Revolução Verde, a complexidade da produção tecnológica endógena perdeu lugar para a simplificação e a homogeneização do novo paradigma técnico e científico da agricultura convencional.

A Revolução Verde é o processo que estimulou a utilização de sementes híbridas selecionadas, fertilizantes químicos, agrotóxicos, drogas veterinárias e maquinário pesado na agricultura, com a justificativa de que eles aumentariam a produção de alimentos, o que de fato ocorreu, porém, a um enorme custo ambiental, principalmente em razão do uso em massa de fertilizantes à base de nitrogênio.

Essa revolução foi criada pela mente do norte-americano Norman Borlaug, cientista vencedor do prêmio Nobel da Paz em 1970 e o responsável pelo desenvolvimento de técnicas agrícolas que aumentaram a produção e impediram, nos anos 1960, que a fome matasse milhares de pessoas na Índia, no Paquistão e nas Filipinas.

Diante disso, o conhecimento científico foi considerado superior ao conhecimento das comunidades locais. Tal fenômeno produziu a desvalorização das estratégias de produção e reprodução das diferentes culturas.

Esse conhecimento milenar deu lugar à ciência, a qual representava uma agricultura feita por tecnologias baseadas na químico-mecanização. Na contramão desse movimento, outra forma de produção ganhava força desde o surgimento da agroecologia na década de 1930, na Suíça, a partir de estudos do biologista e político Hans Muller, o qual acreditava ser possível existir outra relação socioeconômica e política para o agricultor e sua produção.

Muller defendia a autonomia do agricultor com base na comercialização direta. Porém, somente nos anos 1960 o modelo agroecológico se difundiu. Isso ocorreu graças ao médico Hans Peter Rusch (1906-1977), que apresentou um método baseado nos princípios da proteção do ambiente, da qualidade biológica dos alimentos e do desenvolvimento de fontes de energia renováveis no Brasil.

Uma das questões que impulsionou o movimento agroecológico no país está ligada à expansão das relações capitalistas nas atividades agrícolas, implicando a dominação do sistema industrial no meio rural.

A predominância do setor industrial e, consequentemente, do setor econômico no campo resultou num controle da produção agrícola com menor grau de dependência da natureza, ocasionando num crescimento exorbitante do uso de fertilizantes e defensivos agrícolas.

A partir da década de 1960, o Brasil adotou a Revolução Verde como padrão de produção agrícola, registrando um aumento relativo da oferta de alimentos, porém sem solucionar a problemática da fome como era prometido em tal modelo, o que comprova que a fome no país relaciona-se diretamente à má distribuição de renda e à desigualdade social, impedindo o acesso a uma alimentação adequada e saudável para todos.

Além disso, a adoção da agricultura convencional no país resultou também no uso intensivo de substâncias químicas, que trouxeram efeitos negativos à saúde humana e ao ambiente. Na contramão desse modelo privilegiado pelo sistema econômico, também ganhava espaço a agroecologia, a qual se apresentava como uma forma de resistência à industrialização no campo.

Por isso, apesar da dominação da agricultura moderna na década de 1980, o período foi marcado pela ascensão dos movimentos sociais, em particular das lutas pela redemocratização do país, mas também pelas lutas em torno dos direitos da população mais carente.

Nesse contexto, as contradições agrárias como modernização da agricultura, concentração de terra, êxodo rural e violência no campo também ganharam destaque, fazendo despontar a agroecologia como uma tecnologia alternativa à agricultura moderna ou agricultura convencional dominante até os dias de hoje.

Foi assim que surgiu, em 1984, na cidade de Cascavel, no Paraná, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Desde então, o MST passou a ser o maior responsável pela divulgação da agroecologia no Brasil.

Atualidade

A agroecologia, ainda hoje, é considerada um campo de estudo novo que analisa os agroecossistemas, integrando conhecimentos da agronomia, ecologia, economia, sociologia, entre outros.

Há aqueles que defendem a agroecologia, não como uma disciplina, e sim sob um enfoque transdisciplinar, considerando a atividade agrária desde uma perspectiva ecológica com teoria e metodologia que utiliza várias disciplinas científicas, construindo uma vinculação essencial existente entre o solo, a planta, o animal e o ser humano.

Atualmente, no entanto, a agroecologia é caracterizada principalmente como um movimento sociopolítico, de empoderamento do agricultor em busca de sua identidade e raízes culturais. Ela é um mecanismo que oferece ao agricultor autonomia, poder de decisão e participação ativa no processo produtivo.

Tudo isso acaba por favorecer o local como foco de ação. No Brasil, a agroecologia tem alcançado resultados significativos em algumas regiões. Isso acontece quando são desenvolvidos, simultaneamente e de forma integrada, aspectos sociais, culturais, econômicos e ambientais, principalmente junto aos agricultores familiares e às comunidades advindas de classes populares.

Foi para dar apoio a tais experiências que, em 2009, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar ) criou o curso de agroecologia. Em 2012, o decreto número 7.794, de 20 de agosto, assinado pela presidente Dilma Rousseff, instituiu o Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO), o que ressalta esse esforço na proteção dos agricultores vinculados à agroecologia.

Cronologia

• 1999: Segundo estimativas da FAO, 800 milhões de pessoas estavam envolvidas com Agricultura Urbana e Periurbana, representando 15% da produção alimentar mundial;

• 2006: Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional; no Brasil: pressão popular para a construção de uma política nacional de Agricultura Urbana e Periurbana nas Conferências de Segurança Alimentar e Nutricional nos anos 2002 e 2007;

• 2007: marco na história da humanidade quando a população se divide em 50% vivendo em cidades; e 50% nas áreas rurais; Panorama da Agricultura Urbana e Periurbana no Brasil: mais de 600 iniciativas em 11 regiões metropolitanas;

• 2008: 1º Edital para a criação do Centro de Apoio à Agricultura Urbana e Periurbana – CAAUPS/MDS;

• 2010: Inclusão da alimentação como direito fundamental;

• 2012: Investimento de 10 milhões para a Agricultura Urbana e Periurbana no Ministério do Desenvolvimento Social – MDS.

• 2013: Segundo a ONU, mais de 70% da população mundial viverá em cidades até 2050. Essa previsão foi feita por Ban Ki-moon, durante a 24ª sessão do Conselho de Governança do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT).

Fundamentos

Ecologia: ramo da Biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o meio ambiente onde vivem, bem como a influência que cada um exerce sobre o outro; a ecologia estuda as correlações entre os organismos e o ambiente.

Meio Ambiente: conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural e incluem toda a vegetação, animais, micro-organismos, solo, rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem ocorrer em seus limites.

O meio ambiente também compreende recursos e fenômenos físicos como ar, água e clima, assim como energia, radiação, descarga elétrica e magnetismo.

Sustentabilidade: a sustentabilidade ambiental e ecológica é a manutenção do meio ambiente do planeta Terra, mantendo a qualidade de vida e o meio ambiente em harmonia com as pessoas.

O conceito de sustentabilidade é para longo prazo, significa cuidar de todo o sistema, pensando-se nas necessidades das gerações futuras.

Agricultura: termo relacionado à arte de cultivar os campos, representando também o trabalho e as técnicas usadas para a produção agrícola.

Agricultura familiar: cultivo da terra por uma família, onde os agricultores são gestores e trabalhadores das suas próprias terras.

Agricultura orgânica: produção agrícola sem a utilização de agrotóxicos, com o objetivo de obter produtos mais saudáveis, saborosos e com maior durabilidade.

Agricultura sustentável: objetiva alcançar um sistema produtivo de alimentos e fibras que aumente a produtividade dos recursos naturais e dos sistemas agrícolas, permitindo que os produtores respondam aos níveis de demanda engendrados pelo crescimento populacional e pelo desenvolvimento econômico; produzam alimentos sadios, integrais e nutritivos que permitam o bem-estar humano e obtenham uma renda líquida digna.

Permacultura: um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis. Seus princípios teóricos e práticos são uma síntese das práticas agrícolas e conhecimentos tradicionais e das descobertas da ciência moderna, visando ao desenvolvimento integrado da propriedade.

É a arte de aproveitar recursos de forma inteligente e, ao mesmo tempo, uma solução consciente para problemas locais e globais. Contribui para o planejamento de qualquer projeto com o máximo de rendimento e eficácia, além de estabilidade e harmonia com a natureza.

É um processo integrado de desenho que resulta num entorno saudável, equilibrado e belo, pois presta particular atenção às inter-relações entre os elementos e os processos dentro de um sistema, assegurando estabilidade, funcionalidade e ótimo rendimento.

Na prática

A agroecologia é formada pela reunião de ideias, tradições e técnicas que têm como objetivo comum reduzir o uso de insumos agroquímicos na produção agrícola por meio de mudanças na gestão, mudanças que possam garantir a nutrição e a proteção das plantas com a utilização de nutrientes orgânicos e manejo integrado de pragas.

Desse modo, a agroecologia não oferece uma teoria sobre desenvolvimento rural, sobre metodologias participativas e, tampouco, sobre métodos para a construção e validação do conhecimento técnico.

Ela busca, através da aprendizagem e ação participativa, os conhecimentos e as experiências já acumulados das comunidades por meio de resgate cultural e troca de saberes, além de ser reforçada pela validação do conhecimento científico.

Principais nomes

Os expoentes da agroecologia estão presentes nos movimentos sociais e ambientais que surgiram em razão das contradições agrárias provenientes da modernização da agricultura.

Esses movimentos existem até hoje e são uma forma de resistência à revolução verde, à agricultura convencional, à concentração de terra, ao êxodo rural, à violência no campo, entre outros. São eles:

MST – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra é atualmente o maior responsável pela divulgação da agroecologia no Brasil. Sua história começou em janeiro de 1984, na cidade de Cascavel, no Paraná. Desde então, o MST teve o mérito de recolocar na agenda nacional temas importantes como agroecologia e reforma agrária.

Atualmente, o MST oferece cursos como “Prática na Produção Agroecológica”, que ensinam aos pequenos produtores rurais os valores de uma agricultura sustentável e coletivizada.

Ministério da Agricultura – O Ministério da Agricultura é o principal responsável pela defesa dos princípios da agroecologia no Brasil. Foi essa instituição que realizou o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), uma política pública do Governo Federal criada em 2013 para ampliar ações voltadas ao desenvolvimento rural sustentável. No total, o Planapo vai investir R$ 8,8 bilhões via crédito agrícola, através do Pronaf, e criar programas de assistência técnica e ampliação de conhecimentos sobre o tema.

Via Campesina – A maior organização de produtores rurais do planeta, a Via Campesina é uma das maiores divulgadoras e defensoras da agroecologia no mundo.

Outras visões

Uma afirmação comum entre aqueles que se opõem à agroecologia é a de que é impossível produzir alimentos nos moldes agroecológicos em quantidade suficiente para alimentar a humanidade. Porém, quando são comparados os sistemas orgânicos e os convencionais, a primeira, em base por hectare, pode se igualar à convencional na grande maioria dos cultivos.

Principais obras

Agroecologia: princípios e técnicas para uma agricultura orgânica sustentável Obra que indica em detalhes e o passo a passo para adotar a produção agroecológica.

Du Sahara aux Cévennes: itinéraire d’un homme au service de la Terre-Mère Autobiografia de Pierre Rabhi, na qual ele conta seu percurso desde a produção agrícola comum e feita com pesticidas até seu engajamento com a causa agroecológica.

Quem influenciou

A sociedade contemporânea de algum modo sente a necessidade de resgatar o conhecimento que os povos e as comunidades tradicionais tinham da agricultura e da alimentação, de modo que não se perca o que antes era passado de geração em geração.

Esses povos e comunidades tradicionais são grupos que possuem culturas diferentes da cultura predominante na sociedade e se reconhecem como tal. Esses grupos organizam-se de forma distinta, ocupando e usando territórios e recursos naturais para manter sua cultura, tanto no que diz respeito à organização social quanto a religião, economia e ancestralidade.

Na utilização de tais recursos, devem utilizar conhecimentos, inovações e práticas que foram criados dentro deles próprios e transmitidos oralmente e na prática cotidiana pela tradição.

A comunidade tradicional trabalha nos moldes do desenvolvimento sustentável. Além disso, outros fatores também têm influenciado a ascensão do movimento agroecológico, como o desequilíbrio da natureza (desflorestamento, diminuição da biodiversidade, erosão e perda da fertilidade dos solos, contaminação da água, dos animais silvestres), as péssimas condições dos trabalhadores rurais (injustiças sociais, doenças decorrentes do uso de agrotóxicos, etc.), e a concentração de terra nas mãos dos fazendeiros, ocasionando no êxodo de famílias de camponeses para os grandes centros urbanos, além da perda de traços culturais nos sistemas agroalimentar e nas relações sociais, entre outros.

Fontes e inspirações

Hans Peter Rusch (1906-1977) Médico austríaco, Rusch foi um dos primeiros a tratar da questão da sustentabilidade na produção agrícola moderna. Seu livro Bodenfruchtbarkeit [Fertilidade do solo] foi responsável por ampliar o debate e dar os primeiros passos no movimento que hoje é vinculado à agroecologia.

Rusch acreditava na existência de uma “lei de conservação da substância viva”, a qual, por sua vez, estava presente em toda a vida no planeta. Esse olhar deu à agroecologia um caráter interdisciplinar, que dialoga com muitos outras causas em prol da vida no planeta, como o movimento socioambiental, a segurança alimentar e nutricional, a promoção da saúde, a permacultura, a agricultura urbana, entre outros.

Miguel Altieri Doutorado pela Universidade da Flórida, o chileno Miguel Altieri, hoje professor de agroecologia na Universidade de Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos, é um dos mais importantes defensores da agroecologia no mundo. Além disso, Altieri conduz uma enorme gama de pesquisas em colaboração com os agricultores e trabalhadores para implementar princípios de manejo integrado de pragas, controle biológico e outras práticas sustentáveis.

Ele também é um dos mais agudos críticos dos plantios transgênicos. Para Altieri, além das questões científicas, há muitos argumentos sociais e políticos que podem ser utilizados para demonstrar os problemas criados pela produção de orgânicos.

Pierre Rabhi (1938) Escritor, pensador e agricultor francês de origem magrebina, Pierre Rabhi é um dos pioneiros da agroecologia no planeta. Inventor da ideia “oásis em todos os lugares” e criador do Movimento pela Terra e pelo Humanismo. Seus trabalhos buscam demonstrar que outros comportamentos e escolhas são possíveis. Para tal, Rabhi fez experiências em sua própria fazenda, em Ardèche, na França. Conseguiu criar um método de produção sustentável e autossuficiente.

Em razão disso, foi eleito Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra, na França. É, atualmente, uma das maiores autoridades em assuntos relacionados à agroecologia e à segurança alimentar.

Interligações

Existem diversos sistemas produtivos que trabalham sob a ótica da conservação ambiental e da produção de alimentos isentos de contaminantes químicos, entre os quais se destacam as agriculturas orgâni­ca, biodinâmica, natural e biológica, e a prática da permacultura, entre outras que, junto com a Agro­ecologia, estão subordinadas ao nome comum de agricultura orgânica, a partir da legislação de 20076.

Fontes de pesquisa

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3. Azevedo, E., Pelicioni, M. C. F. Promoção da Saúde, Sustentabilidade e Agroecologia: uma discussão intersetorial. Rev Saúde Soc. São Paulo, vol. 20, n.3, p. 715-729, 2011.

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5. Brasil. Ministério do Desenvolvimento Social – MDS. A agroecologia e direito humano à alimentação adequada. Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional: Brasília, 2012. Disponível em: <http://www.mds.gov.br/saladeimprensa/noticias-1/2012/maio/LIVRO_SISAN2_web.pdf>. Acesso em: 22 nov. 2013.

6. Brasil. Decreto n. 6.323, de 27 de dezembro de 2007. Dispõe sobre a agricultura orgânica e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília. Seção 1, p. 2, 28 dez. 2007.

7. Cavalcante, B. C. Agroecologia e agricultura urbana: contribuições e desafios a partir do estudo do projeto Colhendo Sustentabilidade em Embu das Artes. Trabalho de Graduação Individual. São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Departamento de Geografia, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2011.

8. Caporal, F. R., Costabeber, J. A., Paulus, G. Agroecologia: uma ciência do campo da complexidade. Brasília: MDS/Embrapa, 2009.

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15. Theodoro, S. H.; Duarte, L. G.; Viana, J. N. (orgs.). Agroecologia: um novo caminho para extensão rural sustentável. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.

16. Zappala, J. H. B. A agroecologia e o saber tradicional camponês: teoria e prática para a conservação da diversidade cultural e natural a caminho do envolvimento sustentável numa nova realidade. Trabalho de Graduação Individual – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Departamento de Geografia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Entrevista: Professor Miguel Altieri da Universidade da California. Disponível em: http://www.mst.org.br/Por-que-a-agroecologia-e-a-solucao-a-fome-e-a-soberania-alimentar.

Sites consultados:

http://www.interativasocioambiental.com.br/interativa

http://www.significados.com.br

http://www.suapesquisa.com

http://www.permear.org.br

http://www.agroecologia.org.br

http://www.ecobrasil.org.br

http://www.contraosagrotoxicos.org/index.php/agroecologia

Aprofundamento

Entrevista com Rogério Dias, o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Palestra de Pierre Rabhi, um dos maiores expoentes da agroecologia atualmente 

Entrevista com o professor chileno Miguel Altieri, da Universidade da California (EUA)

Site feito pela Embrapa, que explica o que é agroecologia para as crianças

Página do BNDES, onde é possível saber mais como conseguir financiamento para iniciar uma produção agroecológica.

Vídeo sobre o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica

Sites de Organizações Via Campesina:

Agroecologia segundo o MST 

Articulação Nacional de Agroecologia

Associação Brasileira de Agroecologia

Agroecologia em Rede

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