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Aristóteles

O que é

A filosofia de Aristóteles é em geral qualificada como realista. Isso se deve a uma visão sobre o real, na recusa de vê-lo separado de um mundo ideal. A essência das coisas pode ser tida nesse mundo como um pragmata, valorizando, assim, a própria noção de coisa.
O filósofo grego é considerado o fundador da lógica formal (a lógica do silogismo), definida como um raciocínio correto. É por meio desse raciocínio que Aristóteles sistematiza um pensamento sobre a substância do Ser e um raciocínio por causalidade, para então lidar com as contingências do mundo da física, entre a potência e o ato.
A Escola do Liceu engendrou um ambiente de estudos de diversas disciplinas para pensar aspectos da metafísica: os estudos da física, da biologia, das artes e da ética fundaram muitos dos temas pesquisados até os dias de hoje. Assim como a Academia de Platão fundou uma metodologia filosófica através dos diálogos, a Escola do Liceu construiu uma sistematização especializada das disciplinas.
Nas ramificações do pensamento aristotélico, alguns domínios se destacam: o silogismo na lógica; a felicidade na ética, a formulação dos governos no pensamento político, e o estudo da poética nos assuntos das artes.

Criação

O pensamento de Aristóteles traz uma nova compreensão da realidade, sistematizando-a através de uma estrutura lógica. Pelo silogismo, une o aparato da causalidade a uma nova ideia de substância para lidar com a mudança e a contingência no mundo da experiência.

A grande chave de leitura de Aristóteles está na releitura do inteligível.

Diferente de Platão, o mundo suprassensível passa a ser pensado necessariamente no mundo das coisas efetivas, em que a matéria não pode ser pensada sem a forma. O ser no mundo é o composto de ambas, e nesse composto é pensada a inteligibilidade do Ser.

A hierarquia dos seres revela uma ordem de causalidade entre eles, até que se chega ao Ser, Deus, o motor do mundo. A ciência do ser, desenvolvida por uma lógica que sustenta a estrutura da realidade, desdobra-se em consequências para diversos temas: a hierarquia política dos regimes de governos e dos cidadãos, o estudo da expressão poética e uma ética prática possível para a felicidade humana.

A Escola do Liceu é o legado do pensamento de Aristóteles, que se revelou como um projeto de busca pela verdade e pelo conhecimento através da sistematização dos saberes e dos experimentos.

Se Platão havia cunhado um campo para as ciências, com Aristóteles ele adquiriu uma prática.

Histórico

Oposição à Academia de Platão

Aristóteles era discípulo de Platão, que faleceu em 348/347 a.C. Assim como o pensamento de Platão esteve ocupado com as questões da pólis grega, Aristóteles também almejava sistematizar um novo discurso metafísico.

Diferente da óptica das Ideias platônicas, visou fundamentar um pensamento baseado na experiência para o funcionamento das Cidades. A Academia do Liceu.

Depois da morte de Platão, Aristóteles fez uma sucessão de viagens pelas encostas do mediterrâneo, até que no ano de 335 a.C. fundou em Atenas a Escola do Liceu. Foi um marco para a tradição do aristotelismo, formando discípulos, exercendo a educação da população da pólis, constituindo uma reunião de discussões filosóficas sobre temas do conhecimento.

Legado para a filosofia

Aristóteles faleceu aos 66 anos, cerca de 25 pós a morte de seu mestre. Ao lado de Platão, forma o par inseparável da filosofia grega, as duas grandes chaves de leitura: se Platão deixou um legado indiscutível sobre a idealidade das Ideias, o pensamento aristotélico trouxe uma nova compreensão sobre o ser da matéria, inaugurando uma nova compreensão sobre a noção de experiência.

Biografia

Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.)

O filósofo grego nasceu na cidade antiga de Estágira. Filho de Nicômaco, médico de Amintas II, rei da Macedônia, originário de Messenia, e de Phaestis, o Féstide, procedente de Calcis (Eubea).

Durante sua infância viveu provavelmente em Pella, residência da corte da Macedônia. Ficou órfão ainda muito jovem, sendo criado por seu tutor, Próxeno de Atarneo, que o enviou para Atenas aos 17 anos (368 a.C.) para completar sua educação.

Ida a Atenas

Passou a viver em Atenas, onde conheceu Platão, tornando seu discípulo, até a morte de seu mestre (348/347 a.C.).

Passou o ano de 343 a.C. como preceptor do imperador Alexandre, o Grande, da Macedônia. Ficou um período em Assos (344 a 342 a.C.), em uma extensão da academia platônica, junto a pensadores como Demóstenes, Jenócrates, Erasto e Corisco de Skepsis, onde Aristóteles também teve boas relações com Hermías, chefe de Atarneo e Assos, casando com sua filha, Pythia, com quem teve uma filha, com o mesmo nome.

Depois passou um tempo em Mitilene, na ilha de Lesbos, e mais tarde em uma missão educadora com Alejandro, filho de Alexandre em Pella e Mieza, e depois em Estagira.

Na costa de Misia fundou em Atenas, no ano de 335 a.C, a escola Liceu, entre o monte Licabeto, próximo a um templo dedicado a Apolo Likaios. Ali começou a funcionar o Liceo (Lykeion), voltado para o estudo das ciências naturais. Recebeu o qualificativo de Peripatos, por ser uma escola habituada a ensinar caminhando, e seus escolares, eram peripatéticos.

Havia aulas pela manhã para os discípulos, e à tarde para um público aberto. Os estudos filosóficos do Liceu baseavam-se em experimentações para comprovar fenômenos da natureza.

Obras à posteridade

As obras de Aristóteles chegaram à posteridade através de Estrabon e Plutarco, e posteriormente por Neleo, filho de Corisco, Tiranion de Amisos e Andronico de Rodas. Das obras que chegaram à posteridade, restaram fragmentos ou referências de grande quantidade de obras que comporiam esse corpus.

Estima-se que 23 obras estão perdidas, sendo que 16 delas foram consideradas apócrifas, apesar de estudiosos acreditarem ser autênticas obras aristotélicas. Assim, costuma-se dividir essas obras em três momentos: O Período da Academia (até o ano de 347a.C.), o Período das viagens (de 347 a.C. a 335 a.C.), e o Período de Maturidade (de 335 a.C. a 322 a.C.).

Do ponto de vista conceitual, a obra de Aristóteles é fundamental na história da filosofia para o estudo sobre a relação entre Ser e matéria.

Problemas como os da teleologia (a destinação final do mundo e dos indivíduos), bem como o problema metafísico da existência de Deus e das coisa do mundo acabam se remetendo à matriz aristotélica.

Nos assuntos artísticos, ela serve ainda hoje para pensar a relação da materialidade na obra de arte, na arquitetura, escultura e na poética, pela palavra. Também na lógica a ideia do silogismo ainda existe como ponto de partida para a discussão das questões relacionadas à produção de sentido e existência de predicados.

Fundamentos

Ser e suas categorias

Aristóteles faz uma divisão nítida entre teoria e práxis. Existem as ciências teóricas, dentre elas a Prima Philosophia, a Metafísica, ou Filosofia, ou Ontologia, ou Teologia, que se ocupa do Ser imóvel e suprassensível.

A teologia é a ciência do ser enquanto ser, da Ousia ou Substância e seus atributos. A diferença entre elas é que a ontologia trata do ser ou do ente enquanto tal, mas as outras ciências o fazem apenas a partir de um ponto de vista.

Nas ciências práticas (a Secunda Philosophia), a física ocupa-se das substâncias sensíveis, e trata dos seres móveis; a Matemática, por usa vez, trata dos seres imutáveis. A ciência filosófica, ou teologia, ocupa-se das primeiras causas e princípios, das condições de possibilidade de toda ordenação.

O Ser por excelência

A compreensão do Ser por excelência, Deus, pode ser vista como uma teoria da Ousia e da substância. A filosofia de Aristóteles é de origem da Ontoteologia. O Ser, como única substância, é um termo unívoco, e o ser expresso na experiência só pode ser entendido como um análogo.

Por isso o Ser se anuncia de diversas maneiras, e tem diversos significados, com distintos predicados. É através das categorias, como gêneros universais, que se podem definir as coisas, como as categorias de relação, de quantidade, de qualidade, de lugar e de tempo, posição estado, ação e paixão são os acidentes da substância, expressando esse Ser.

Assim, haveria dois tipos de substâncias: a Substância primeira, o verdadeiramente real, a substância no sentido estrito, em que existem as substâncias segundas, a espécie e o gênero, conferindo essência e forma.

Estrutura da realidade

A estrutura radical da realidade reside nessa Substância como substrato do Ser, como sujeito último de toda predicação. A concepção aristotélica do Ser é uma concepção subjetual, em que a verdadeira ciência universal parte dessa materialidade das coisas.

As noções universais, característica das ciências, só têm interesse se aplicadas aos seres concretos, individuais. A inteligibilidade está presente em cada ser, e haveria uma hierarquia dos seres, da matéria informal incognoscível à forma pura perfeitamente inteligível, Deus.

Aristóteles distingue as coisas reais em dois princípios e quatro causas explicativas. O indivíduo concreto é um composto (synolon) de matéria (hyle) e forma (morphé), “o que algo é” (tò tí esti).

A forma corresponde à essência da coisa, a substância segunda, a espécie e o gênero e é eterna; é a estrutura permanente, universal, e existe apenas na matéria. A matéria é o elemento neutro, indiferenciado, que a forma se encarrega de organizar e diferenciar, sendo também eterna.

É inteligível, porque não se pode conhecer e entendê-la, ou distingui-la, e por isso pode ser tida apenas como a base para o conhecimento empírico, singular, capaz de individualizar a forma, espécie.

Só a forma é definível e cognoscível e é o comum a toda espécie (eidos), possuindo um caráter supraindividual, que preexiste ao indivíduo. A substância é predicada em primeiro lugar pelo eidos, a forma, em segundo lugar do composto de matéria e forma, e em terceiro lugar pela matéria.

O domínio da física

Aristóteles trata da relação entre causas e efeitos dos seres mutáveis, em suas transformações na natureza. Assim, haveria quatro tipos de causas que permitem conhecer a produção da realidade.

A causa material: o que é uma coisa é feita.

Causa formal: modelo e forma imanentes das coisas.

A causa eficiente: o motor.

A causa final: a razão ou o fim. Um exemplo que ilustra essa relação: a estátua de Hermes, em que o mármore é a causa material, a Ideia ou a forma é o espírito do escultor, os golpes do escultor no mármore são a causa eficiente, e o desejo de produção artística e o reconhecimento do artista a sua causa final.

A causa formal é a mais importante, porque é nela que se procura a passagem da potência ao ato, a explicação do que é vivo, porque um princípio vital, e não apenas mecânico. No caso, a alma, que é a forma de um organismo, o que dá o ânimo a um organismo, e não pode ser definida independentemente do corpo.

Haveria uma hierarquia dos seres segundo a natureza de cada alma: as plantas teriam uma alma vegetativa, os animais uma alma sensitiva, e os homens uma alma racional.

A lógica

É o autor da primeira lógica sistemática, como disciplina determinante para as operações do espírito, para as quais são válidas. Esse ponto de vista é conduzido de um ponto de vista formal, independentemente do conteúdo. Assim, no Organon, sua obra lógica, apresenta uma formulação rigorosa para o pensamento, o famoso silogismo aristotélico.

A lógica é um estudo do silogismo, com a premissa maior, a premissa menor, e a conclusão (Exemplo: Sócrates é um homem; todos os homens são mortais; então, Sócrates é mortal). Além do silogismo, a lógica lida com o estudo das proposições, que expressam os julgamentos pelas palavras. Assim, a lógica pretende compreender a ciência como um sistema em que tudo deriva de princípios primeiros, representando um tipo de conhecimento universal, através das induções, na passagem dos casos particulares ao universal.

A ética

Sobretudo na Ética a Nicômaco, encontramos uma teoria sobre o eudemonismo, isto é, a ideia da felicidade como uma finalidade para a vida.

A felicidade é compreendida como uma atividade da razão, e que consiste na vida contemplativa, revelando o que há de divino, permitindo compreender o soberano Bem do homem, o Bem por excelência.

O objetivo do homem não é apenas viver, mas o bem viver, isto é, viver segundo a sua natureza. Ser feliz é viver segundo a própria razão. Aristóteles compreende, assim, que a felicidade não é algo que depende apenas da vontade individual, mas também das circunstâncias exteriores.

A virtude se caracteriza exatamente nesse meio-termo entre as circunstâncias, por um lado, e a vontade e o hábito, por outro.

A política

A moral está, para Aristóteles, unida à política, à ciência da cidade. O homem é um “animal político”. A vida racional só é possível em uma comunidade justa, em relações regidas pela lei. A amizade (phylia) entre os membros de uma cidade só é possível em uma comunidade justa, que é comparável a um organismo, em que cada órgão contribui a seu modo ao bom funcionamento de tudo.

Essa concepção resulta de uma desigualdade natural dos indivíduos, justificando a desigualdade social na vida da cidade. É assim que Aristóteles divide o governo em três formas possíveis: monarquia, em que o Estado dirigido contra o interesse comum; a aristocracia, confiada a uma elite; e a república, governada pela multidão para a utilidade pública.

A realeza pode degenerar-se em tirania, a aristocracia, em oligarquia, e a república, em democracia.

As artes

Para Aristóteles a arte é uma produção intencional do homem. Essa definição é encontrada nas belas-artes, em seus ofícios artesanais. Por exemplo, a pintura e a escultura. A diferença de Aristóteles está na ênfase da técnica, no conhecimento humano capaz de criá-la e produzi-la.

As regras da arte é que estão em questão. Assim, a arte é definida pelas suas características, a saber: que a arte é dinâmica, como um produto, um processo a fazer; ela é fruto do pensamento racional, de conhecimentos precisos e necessários para cada disciplina artística: a arte nasce quando de muitas observações experimentais surge uma só concepção universal sobre as coisas semelhantes; em oposição à natureza.

Ela é um processo “psicofísico” – nasce da mente do artista e se efetiva no mundo físico, divisão que não é de todo evidente porque ambos, natureza e arte, buscam um fim em comum.

O princípio de criação da arte opera junto ao ofício da ciência, em que esta procura mostrar o funcionamento da natureza, e a primeira versa sobre os produtos dados.

Uma fonte importante é A poética de Aristóteles (entre os anos 335 a.C. e 323 a.C.), um conjunto de anotações das aulas sobre o tema da poesia e da arte em sua época, por exemplo, as noções até hoje atuais de mimese e catarse.

Na prática

Encontramos algumas características do exercício prático no aristotelismo:

Empiricismo

O estudo da observação e da experiência faz parte do modo prático de conhecimento dos fenômenos. Esse procedimento tipicamente científico remonta à filosofia de Aristóteles.

A ideia de comunidade

A compreensão de que o homem é um “animal social”, destinado a viver em comunidade. A noção de que não existe uma autarquia social ou a pura individualidade é uma das principais compreensões da política de Aristóteles.

O exercício contínuo da virtude

O hábito é um exercício e deve ser praticado constantemente, isso não é uma novidade. Aristóteles afirmava que a vigência da virtude não é uma demonstração esporádica, mas uma habilidade que se conquista e que propicia a perícia, a bondade e a temperança.

Outras visões

Oposição ao platonismo é o seu grande contraste. Tal como seu mestre Platão, Aristóteles também pretende alcançar a inteligibilidade do mundo, partilhando da distinção entre o conhecimento sensível e o conhecimento intelectual, isto é, de um conhecimento racional que vai além das aparências ou do contato imediato com as coisas.

O seu diferencial está em buscar o que há de essencial e de inteligível no próprio âmbito da realidade que nos é dada.

Enquanto Platão está mais afeito a uma busca da verdade em um mundo transcendente (o mundo das ideias, distinto do mundo sensível), Aristóteles, em contrapartida, almeja uma ordem imanente ao mundo percebido.

Fontes e inspirações

Platão (428/427 a.C.-348/347 a.C.)

Foi o grande mestre de Aristóteles, por ter trazido à filosofia uma primeira sistematização racional pela dialética.

A ideia de inteligibilidade e a divisão entre o universal e o particular, entre o mundo da experiência e do suprassensível certamente marcaram o pensamento aristotélico.

Também a ideia de uma academia que visava formar os discípulos e as disciplinas sobre o conhecimento. No entanto, o pensamento aristotélico procurou não dividir o mundo das aparências e das essências, em um pensamento transcendente, mas unir essas duas vertentes para que só se possa pensar um em relação ao outro na imanência do mundo.

Eudoxo (entre 390 e 338 a.C.)

Filósofo grego pouco conhecido, mas que fez parte da formação de Aristóteles durante o período da academia de Platão.

Ficou conhecido em toda a Grécia como grande matemático e astrônomo, introduzindo um calendário solar – o calendário dos 365 dias, que posteriormente foi adotado como calendário Juliano.

Foi considerado um dos maiores matemáticos do mundo antigo, depois de Arquimedes (287 a.C.-212 a.C.). Fundou o “Método da Exaustão” de Antífona, um precursor do “Cálculo Integral”, posteriormente também utilizado por Arquimedes.

Também fundou uma escola em Cnido, certamente influenciando os estudos cosmológicos de Aristóteles.

Galileu Galilei (1564-1642)

Físico, matemático, astrônomo e filósofo italiano. Personalidade fundamental na revolução científica. Desenvolveu os primeiros estudos sistemáticos do movimento uniformemente acelerado e do movimento do pêndulo.

Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia e o conceito de referencial inercial, ideias precursoras da mecânica newtoniana, e também o método científico, pois a ciência assentava numa metodologia aristotélica. Obra: Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo (1632).

John Locke (1632 – 1704)

Filósofo inglês e ideólogo do liberalismo, sendo considerado o principal representante do empirismo britânico e um dos principais teóricos do contrato social.

A filosofia da mente de Locke é frequentemente citada como a origem das concepções modernas de identidade e do “Eu”. Locke escreveu o Ensaio acerca do entendimento humano (1690) e Dois tratados sobre o governo (1689).

George Berkeley (1685 – 1753)

Filósofo irlandês. A doutrina de Berkeley está muito marcada pela crítica da matéria e por um tipo de espiritualismo. Deixou algumas obras, como Um ensaio para uma nova teoria da visão, de 1709; Tratado sobre os princípios do conhecimento humano, de 1710; Alciphron, ou o filósofo das minúcias, de 1732; e Siris, de 1744.

David Hume (1711 – 1776)

Filósofo, historiador e ensaísta escocês que se tornou célebre por seu empirismo radical e seu ceticismo filosófico, sendo considerado um dos mais importantes pensadores do chamado iluminismo escocês e da própria filosofia ocidental.

Hume opôs-se particularmente a Descartes e às filosofias que consideravam o espírito humano de um ponto de vista teológico-metafísico. Suas principais obras são: Investigação sobre o entendimento humano (1748), Diálogos sobre a religião natural (póstumo) e Ensaios morais, políticos e literários (editados pela primeira vez em 1741-1742).

Immanuel Kant (1724 – 1804)

Filósofo prussiano, considerado o último grande filósofo dos princípios da era moderna. Kant operou, na epistemologia, uma síntese entre o racionalismo continental e a tradição empírica inglesa. É autor das chamadas três críticas: Crítica da razão pura (1781), Crítica da razão prática (1788) e Crítica do juízo (1790).

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