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O que é

É possível dizer toda viagem, por mais simples que seja, pode se tornar uma experiência de autoconhecimento. Muita vez, novas culturas nos levam a conhecer mais sobre nós mesmos. Sentir o local. Procurar mergulhar no lugar, se relacionar com as pessoas, é inegavelmente uma forma de se autoconhecer.
Um dos princípios básicos desse tipo de viagem é fugir do estereótipo do turista que vai apenas tirar fotos e comprar lembrancinhas ou daquele indivíduo que vai ao estrangeiro a trabalho e nada mais.
Esse tipo de experiência de autoconhecimento faz parte da história humana. São inúmeras e famosas as narrativas conhecidas como literatura de viagens. Nelas é possível conhecer histórias que vão desde a Carta do Achamento do Brasil, escrita por Pero Vaz de Caminha, passam pelo Diário da Viagem de Vasco da Gama e pelo Livro das Maravilhas de Marco Polo e chegam às obras mais modernas como é o caso de Viagem a Portugal, de José Saramago.
Independentemente da qualidade ou da época dessas narrativas, elas se assemelham em razão do autor aprender mais sobre si através do encontro com outras pessoas e outros lugares.
Essa é a principal força das viagens de autoconhecimento.
Esse tipo de viajante não se desloca por necessidade, em razão de seu trabalho, ou por quaisquer outros motivos comerciais. Ele busca atender suas motivações pessoais e a viagem acaba por tornar-se um fim em si mesmo.
Outro tipo de viagem que leva o viajante a se conhecer melhor é aquela marcada por grandes caminhadas. Trilhas esotéricas como as de Santiago de Compostela, na Espanha, ou da Chapada dos Veadeiros, no Brasil, ajudam àqueles que buscam momentos de introspecção.
Porém, é importante dizer que até mesmo a viagem mais simples pode se tornar uma aventura de autoconhecimento. Quem determina se o deslocamento vai ser ou não uma experiência transformadora somos nós e ninguém mais.

Aprofundamento

Dicas de estudo: Indicações de leitura para conhecer mais sobre o tema. Revista Estação Literária Viagens e Viajantes: Uma Literatura de Viagens Contemporânea 

Revista USP O Mito do “Novo Mundo” na Literatura de Viagens 

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