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Funcionais

O que é

Os alimentos com alegações de propriedades funcionais são aqueles que, além da sua composição nutricional básica, quando consumidos na dieta habitual, produzem efeitos metabólicos e fisiológicos benefícios à saúde.
Esse tipo de alimento é considerado seguro para o consumo sem supervisão médica e possui componentes cujas funções são mais amplas do que aquelas dos nutrientes já conhecidos. Esses alimentos, além de nutrir, oferecem mais saúde ao organismo.
O conceito de alimentos funcionais (AF) foi proposto oficialmente no Japão, na década de 1980. Depois, nos anos 1990, recebeu a denominação FOSHU (foods for specified health use, na tradução em português “alimentos para o uso específico de saúde”), a qual se refere aos alimentos usados como parte de uma dieta normal e que, além de suas funções básicas nutricionais, produzem benefícios fisiológicos e reduzem o risco de doenças crônicas.
Tal princípio foi rapidamente adotado em outras partes do mundo. Entretanto, as denominações, assim como os critérios para sua aprovação, variam de acordo com a regulamentação local ou regional. A legislação brasileira, por exemplo, não define alimento funcional e sim alegações de propriedades funcionais e de saúde de alimentos ou ingredientes.
Os alimentos com alegações de propriedades funcionais e ou de saúde não curam doenças, embora apresentem naturalmente componentes ativos que podem ser capazes de prevenir o reduzir o risco de algumas delas.
Nesse grupo de alimentos estão algumas frutas e verduras, azeite e linhaça, entre outros. Os alimentos funcionais devem demonstrar os seus efeitos em quantidades compatíveis com o que é possível de ser ingerido por meio de uma dieta variada. As alegações de saúde produzida por esse tipo de alimentação devem ser cientificamente demonstradas e apresentar relevância biológica e estatística.
Os alimentos fortificados se diferenciam dos funcionais, pois são acrescidos de vitaminas e minerais.
Cuidados
A alimentação saudável como medida de promoção da saúde não pode ser dissociada da adoção de hábitos de vida saudáveis, especialmente da prática de atividade física. Assim, as mensagens das alegações funcionais foram definidas e padronizadas pela ANVISA, a partir de orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), condicionando-se os benefícios alegados pelo consumo do alimento à adoção de uma dieta equilibrada e de hábitos de vida saudáveis.

Criação

Os japoneses foram os primeiros a reunir em uma lista todos os alimentos que continham nutrientes ou substâncias capazes de produzir uma influência benéfica para a saúde.

Os alimentos que contêm esses ingredientes foram reunidos em um grande grupo que passou a receber a denominação “FOSHU”.

Nesse sentido, a relação da alimentação saudável com a saúde se tornou mais clara para os indivíduos.

A inclusão de alimentos com propriedades funcionais capazes de proporcionar equilíbrio adequado à ingestão diária de nutrientes, inclusive vitaminas e minerais, se tornou capaz de contribuir de modo relevante na elaboração de cardápios mais saudáveis para a população de vários países, inclusive o Brasil.

Histórico

O conceito de “alimento funcional” foi utilizado pela primeira vez na década de 1920, no combate ao bócio, doença que causa uma hipertrofia da glândula tireoide e faz inchar o pescoço.

A região dos Grandes Lagos, na América do Norte, entre Canadá e Estados Unidos, sofria com a deficiência de iodo na população, o que, por sua vez, produzia um alto índice de casos de bócio.

A solução encontrada foi a introdução de sal iodado na alimentação local. Isso praticamente eliminou a doença na área.

Depois, em 1935, o microbiologista japonês Minoru Shirota, desenvolveu o primeiro produto que respondia pelo termo “alimento funcional”: o Yakult. Em suas pesquisas, Shirota se inspirou no trabalho do zoólogo e também microbiologista russo Élie Metchnikoff, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina de 1908 por seus estudos na área de fisiologia.

O trabalho de Shirota, que até então estava constrito ao Japão, ganhou força na década de 1980, quando o conceito de alimentos funcionais foi adotado mundialmente, com a finalidade de enriquecimento natural e saudável da alimentação, diante do aumento da expectativa de vida e da necessidade eminente de se promover globalmente hábitos alimentares saudáveis capazes de amenizar a incidência de doenças crônicas não transmissíveis como câncer, diabetes, hipertensão arterial, acidentes cerebrovasculares, osteoporose e doenças coronarianas, além da obesidade.

O objetivo era diminuir os gastos com saúde pública, já que esse tipo de alimentação pode ajudar a conter o crescimento de casos de doenças crônico-degenerativas na população.

Atualidade

Alimentos funcionais foram regulamentados no Brasil, em 1999, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) por meio das Resoluções 17, 18 e 19 de 30 de abril de 1999 do Ministério da Saúde.

Essas regras foram criadas para ajudar a ANVISA a fiscalizar e controlar o mercado. Elas servem para reprimir as indústrias que praticam rotulagem incorreta. Fitoquímicos ou compostos bioativos

O interesse pelos alimentos funcionais é crescente e tem atraído a atenção dos consumidores e da indústria de alimentos.

No Brasil, os alimentos funcionais representam 15% do mercado de alimentos, com crescimento anual de aproximadamente 20%.

No entanto, atualmente, o grande desafio desse mercado promissor reside em conquistar a confiança do consumidor quanto às suas alegações funcionais, assegurando que os tais “benefícios” não são apenas mais uma estratégia de marketing.

Os benefícios de saúde de dietas ricas em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e nozes são um consenso entre comunidade científica.

Com o avanço das pesquisas, há evidências de que estes efeitos ocorrem em razão das substâncias específicas ou fitoquímicos, além da sua composição básica de vitaminas, minerais e fibras.

Os fitoquímicos ou compostos bioativos, como os carotenoides, polifenóis e glicosinolatos são substâncias químicas extranutricionais que figuram em pequenas quantidades nos alimentos vegetais e podem beneficiar a saúde.

Eles variam em estrutura química e, consequentemente, em mecanismos de ação e funções biológicas. A presença de compostos antioxidantes pode ser considerada um parâmetro de qualidade para os alimentos vegetais, embora os mecanismos de ação desses compostos e seus efeitos benéficos não estejam completamente esclarecidos.

Os antioxidantes naturais presentes nos vegetais são oriundos do metabolismo secundário das plantas, sendo essenciais para o seu crescimento e reprodução, além de atuarem como agentes antipatogênicos e contribuírem na pigmentação, adstringência e estabilidade oxidativa.

No organismo humano, esses compostos têm o potencial de beneficiar a saúde ao neutralizar os radicais livres impedindo ou amenizando o estresse oxidativo (que causa envelhecimento), apresentando, ainda, atividade anti-inflamatória, antialérgica, antitrombótica, antimicrobiana, antineoplásica, a prevenção da peroxidação lipídica, da oxidação protéica, a mutagênese por substâncias químicas carcinogênicas, o fortalecimento do sistema imune, a desintoxicação por contaminantes químicos e poluentes.

O sistema de cultivo influencia a concentração de compostos bioativos – culturas orgânicas tendem a produzir alimentos com maiores concentrações de fitoquímicos, especialmente polifenóis totais e luteína.

Um estudo da Universidade Federal do Paraná sobre a atividade antioxidante e teor de fenólicos totais entre hortaliças orgânicas e convencionais com alface, rúcula e almeirão – concluiu que as concentrações de compostos bioativos nas hortaliças orgânicas foram significativamente superiores.

Os autores do estudo sugerem que o consumo de hortaliças orgânicas deve ser estimulado, devido à presença significativa de antioxidantes naturais e compostos fenólicos.

Fundamentos

Os alimentos funcionais são aqueles que contêm algum tipo de compostos funcionais, dos quais, por sua vez, nós podemos destacar:

ÁCIDO GRAXO LINOLÊNICO (ÔMEGA 3)

Alegações funcionais: auxilia na manutenção de níveis saudáveis de triglicerídeos, prevenindo distúrbios cardiovasculares e tem ação anti-inflamatória.

Fontes: Óleo de peixes de águas frias (cavala, arenque, salmão) e linhaça.

ÁCIDO GRAXO POLIINSATURADO – (LINOLÉICO, W6)

Alegações funcionais: Estimula o sistema imunológico, tem ação anti-inflamatória e pode reduzir o risco de doença cardiovascular.

Fontes: Óleos de linhaça, soja, nozes, amêndoas, castanhas e azeite de oliva.

ÁCIDO GRAXO MONOINSATURADO (OLÉICO)

Alegações funcionais: Ação antiestrogênica, anticancerígena, imunológica, hipotensora. Fontes: Azeite, óleo de canola, azeitonas, abacate e frutas oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas).

CAROTENÓIDES (incluem alfa e betacaroteno, licopeno, luteína, zeaxantina e centenas de compostos relacionados)

Alegações funcionais: ação antioxidante que protege as células contra os radicais livres e fortalecem o sistema imune, possivelmente protegendo o organismo contra câncer e outras doenças.

Fontes: frutas e vegetais intensamente pigmentados como damasco, brócolis, cenoura, abóbora, espinafre, batata doce, tomate, pimentão, goiaba vermelha.

FIBRAS (solúveis e insolúveis; betaglucana, dextrina resistente, fruto-oligossacarídeo, goma guar, inulina, quitosana)

Alegações funcionais: Aumentam o volume fecal, estimulam o peristaltismo (movimento) intestinal, aumentam a flora bacteriana e produzem ácidos graxos de cadeia curta (substâncias anticancerígenas), auxiliam no controle de doenças como diabetes e hipercolesterolemia (colesterol alto), e proporcionam a sensação de saciedade.

Fontes: frutas, legumes, verduras, cereais integrais (arroz, aveia), leguminosas (feijões).

FITOSTERÓIS (genisteína e daidzina)

Alegações funcionais: mimetizam o estrógeno protegendo o organismo contra câncer de mama, ovário, cólon, próstata; reduzem a sobrevida de células cancerígenas e o risco de osteoporose; auxiliam na redução da absorção do colesterol.

Fontes: Soja e seus derivados.

PROBIÓTICOS

Alegações funcionais: micro-organismos que contribuem para o equilíbrio da flora intestinal. Fontes: iogurte e leites fermentados.

PREBIÓTICOS (frutooligossacarídeos e inulina)

Alegações funcionais: substâncias fermentáveis não digeríveis (fibras, oligossacarídeos) que que têm a propriedade de ser fermentados de maneira seletiva no cólon, contribu para o equilíbrio da flora intestinal, aumentam a produção de ácidos graxos de cadeia curta (anti cancerígenos), diminuem o Ph e a absorção de amônia.

Fontes: alcachofras e chicória, vegetais, raízes e sementes.

FLAVONÓIDES (incluem flavonas, flavonóis, isoflavonas, catequinas entre outros)

Alegações funcionais: antioxidantes, removem carcinógenos e inibem a proliferação de células defeituosas precursoras de câncer.

Fontes: frutas vermelhas (amoras, framboesas, morango, mirtilo), chá verde e preto, aipo, frutas cítricas, azeitonas, orégano, uvas pretas e derivados, soja e derivados, trigo integral, entre outros vegetais.

GLICOSINOLATOS

Alegações funcionais: inibem o crescimento de tumores e estimulam a desintoxicação do fígado.

Fontes: repolho, couve, couve de Bruxelas, couve flor, folhas de mostarda.

Na prática

Alimentos funcionais são aqueles que potencialmente podem, além de oferecer uma nutrição básica, produzir efeitos positivos na saúde do indivíduo. Já se sabe, por exemplo, que aveia contém um determinado tipo de fibra que pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol; que o consumo de maçã, pera, ameixa e damascos aumenta a energia; que suco de laranja e sopa de galinha com gengibre ajudam a combater gripe e resfriado etc.

No entanto, de maneira mais genérica, todo alimento consumido de maneira equilibrada é funcional, pois representa uma fonte de reposição de nutrientes e energia. No entanto, para aperfeiçoar essa relação, o ideal seria consultar um nutricionista e pedir para que ele produzisse uma dieta baseada em alimentos funcionais.

Sempre é bom lembrar que tal dieta não vai curar os problemas de saúde, mas certamente vai promover uma vida mais saudável.

Conheça alguns alimentos com propriedades funcionais, segundo um trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC):

Alimentos Componentes ativos Propriedades funcionais
Soja e derivados Isoflavonas Ação estrogênica (reduz sintomas da menopausa) e pode levar à prevenção de alguns tipos de câncer
 
Soja e derivados Proteína da soja Redução dos níveis de colesterol
Peixes como sardinha, salmão, atum, anchova, truta e arenque Ácidos graxos ômega-3 Redução do LDL-colesterol e ação antiinflamatória
Óleos de linhaça, soja, nozes, amêndoas, castanhas e azeite Ácido graxo poliinsaturado – (linoleico ômega 6) Estimula o sistema imunológico, tem ação antiinflamatória e pode
   
de oliva reduzir o risco de doença cardiovascular
Azeite, óleo de canola, azeitonas, abacate e frutas oleaginosas Ácido graxo monoinsaturado (oléico) Ação antiaterogênica, anticancerígena, imunológica, hipotensora
 
(castanhas, nozes, amêndoas)
Chá verde, cerejas, amoras, framboesas, uva roxa, mirtilo e Catequinas e resveratrol Podem previnir certos tipos de câncer,
   
vinho tinto inibem a agregação plaquetária, reduzem o colesterol e estimulam
   
  o funcionamento do sistema imunológico
Tomate e derivados (molho de tomate, suco de tomate), goiaba Licopeno Ação antioxidante, reduz níveis de colesterol e podem prevenir o
   
vermelha, pimentão vermelho e melancia (frutas avermelhadas) risco de certos tipos de câncer, principalmente o de próstata
Folhas verdes em geral e milho Luteína e zeaxantina Ação antioxidante, protegem contra degeneração macular
 
(alterações na visão)
Cenoura, manga, abóbora, pimentão vermelho e amarelo, Betacaroteno Precursor da vitamina A
   
acerola e pêssego (frutas alaranjadas) Ação hipotensiva
Couve-flor, repolho, brócolis, couve de bruxelas, rabanete e Indóis e isotiocianatos Indutores de enzimas protetoras que podem proteger contra alguns
   
Mostarda tipos de câncer, principalmente o de mama
Soja, frutas cítricas, tomate, pimentão, alcachofra, cereja e Flavonóides Podem prevenir o risco de certos tipos de câncer
   
Salsa Ação vasodilatadora, antiinflamatória e antioxidante
Aveia, centeio, cevada, leguminosas (feijões, ervilha, lentilha), Fibras solúveis e fibras insolúveis Podem auxiliar na redução do risco para câncer de cólon e o bom
   
frutas com casca funcionamento intestinal
   
  Auxiliam no controle da glicemia (fibras solúveis)
   
  Podem aumentar a sensação de saciedade
Alho e cebola Sulfetos alílicos (alil sulfetos) Podem auxiliar na redução de colesterol, pressão sangüínea, do
 
risco para câncer gástrico e auxiliar os processos do sistema
 
imunológico
Linhaça, noz-moscada Ligninas Podem auxiliar na inibição da formação de alguns tipos de tumores
Maçã, manjericão, manjerona, sálvia, uva, caju, soja Taninos Ação antioxidante, anti-séptica e
 
vasoconstritora
Óleos vegetais Esteróis vegetais, estanóis Podem auxiliar na redução de doenças cardiovasculares
Leites fermentados, iogurtes e outros produtos lácteos Probióticos – bifidobactérias e lactobacilos Favorecem funções gastrointestinais, com redução de obstipação
   
Fermentados e podem auxiliar na prevenção do câncer de cólon
Vegetais como chicória, alcachofra Prebióticos – frutooligossacarídeos e inulina Ativação da microflora intestinal, favorecendo o bom funcionamento
 
do intestino

Principais nomes

Japão — O governo japonês foi o grande responsável pela introdução e popularização dos alimentos funcionais.

O país asiático criou o termo FOSHU (Foods for Specified Health Use) e o Ministério da Saúde e Bem-Estar japonês foi o primeiro a regulamentar a venda de alimentos funcionais ou nutracêuticos.

Outras visões

Embora os benefícios de saúde de dietas ricas em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e nozes sejam um consenso entre comunidade científica, supervalorizar ou mistificar determinados alimentos em função de suas características nutricionais ou funcionais também não deve constituir a prática da promoção da alimentação saudável.

Alimentos nutricionalmente ricos devem ser valorizados e entrarão naturalmente na dieta adotada, sem que se precise mistificar uma ou mais de suas características, tendência esta muito explorada pela propaganda e publicidade de alimentos funcionais e complementos nutricionais.

Paradoxalmente, a evolução do padrão alimentar brasileiro tem se caracterizado pelo consumo excessivo de produtos alimentícios industrializados, em detrimento dos alimentos regionais e tradicionais como a mandioca, o arroz e o feijão, assim como as frutas e verduras.

Essa mudança no hábito alimentar está associada ao aumento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como as cardiopatias, hipertensão arterial, obesidade, câncer e osteoporose.

Principais obras

Nutracêuticos e alimentos funcionais Escrita pelo português João F. Pinto, o livro apresenta informações sobre os aspectos farmacológicos, bioquímicos e tecnológicos dos alimentos funcionais. Além disso, a obra também trata da comercialização, da legislação e das dietas feitas com esse tipo de alimento.

Comida: um santo remédio Escrito pela nutricionista gaúcha Joselaine Stürmer, esse livro oferece centenas de dicas para melhorar a dieta diária. A obra tem como eixo principal os alimentos funcionais e busca indicar maneiras para tornar as refeições mais saudáveis.

Fontes e inspirações

Élie Metchnikoff nasceu em 16 de maio de 1845, em Ivanovka, aldeia na Rússia, hoje perto de Carcóvia, na Ucrânia.

Elie se interessou por história natural após a leitura do clássico livro de Darwin A origem das espécies.

Em seguida, ingressou e frequentou a Universidade de Carcóvia, onde estudou ciências naturais, concluindo o curso de quatro anos em apenas dois.

Formando, Metchnikoff decidiu ir até a Alemanha aprimorar seus conhecimentos. Lá, ele se estabelceu na região do Mar do Norte, na Ilha de Heligoland, para estudar a fauna marítima.

Posteriormente, ingressou na Universidade de Giessen, em Göttingen, e, em seguida, na Akademie der Bildenden Künste München (Academia de Belas Artes de Munique).

No ano de 1867, foi nomeado professor titular de Zoologia e Anatomia Comparada na Universidade de Odessa, hoje na Ucrânia.

Em 1888, Louis Pasteur (1822-1895) decidiu tornar Metchnikoff o chefe do laboratório de Serviço de Morfologia Bacteriana, no Instituto Pasteur, em Paris, na França.

Depois, em 1893, se tornou professor de microbiologia do Instituto Pasteur. Alguns anos depois, em 1904, se tornou o diretor assistente do famoso instituto francês.

Em 1908, ao lado do cientista alemão Paul Ehrlich (1854-1915), ele recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina por seus trabalhos na área de imunidade.

No mesmo ano se tornou membro honorário da Sociedade Francesa de Patologias Exóticas (Société de Exotique Patologia, SPE).

Em 1911, Metchnikoff chefiou uma missão do Instituto Pasteur para o estudo e o combate da peste bubônica na Rússia. Microbiologista e anatomista, Élie começou a estudar a flora intestinal e defendia a teoria que o envelhecimento era causado por bactérias tóxicas no intestino. Todos dias, ele bebia leite azedo, rico em ácido láctico, para combater estas bactérias para se desintoxicar.

Escreveu três livros: Immunity in infectious diseases (Imunidade em doenças infecciosas), The nature of man (A natureza do homem) e The prolongation of life: optimistic studies (O prolongamento da vida: estudos otimistas ).

Metchnikoff morreu em 16 de julho de 1916, vítima de uma insuficiência cardíaca.

Minoru Shirota – nasceu na cidade de Iida, província de Nagano, no Japão, em 23 de abril de 1899. Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de Kyoto, em 1921.

Após a conclusão do curso, em 1925, Shirota permaneceu na universidade para fazer pesquisas relacionadas à microbiologia do sistema gastrointestinal.

Shirota iniciou os estudos sobre lactobacilos em razão do grande índice de mortalidade por infecções intestinais em crianças japonesas. Sua intenção era utilizar os microrganismos na medicina preventiva.

Obteve o título de doutor, em 1930, e realizou o fortalecimento de microrganismos benéficos. Ele selecionou uma espécie de lactobacilo que resiste à acidez do estômago, e continua vivo no intestino. Essa bactéria ajuda a inibir a proliferação de microrganismos intestinais nocivos e pode equilibrar a flora intestinal do indivíduo. Esses microrganismos receberam o nome de Lactobacillus casei Shirota e se tornaram o principal ingrediente do Yakult, leite fermentado, que tem produção e distribuição desde o ano de 1935, na cidade de Fukuoka.

Esse produto foi desenvolvido pelo próprio Minoru Shirota. Nos anos seguintes, Shirota continuou as pesquisas com essa espécie de lactobacilo. Ele criou um tratamento cosmético para amenizar os efeitos de sensibilidades na pele nos invernos asiáticos.

Esse estudo levou-o à descoberta do Complexo S.E. (Essência de Shirota), componente que hidrata e rejuvenesce a derme. O produto foi responsável pelo nascimento da Yakult Cosmetics. Shirota foi o fundador do Instituto de Pesquisas Yakult, em Kyoto, e iniciou a atividade de Presidente do Conselho Executivo da Yakult Honsha Co. Ltd.

No ano de 1968, Shirota visitou o Brasil para inaugurar a fábrica da Yakult, em São Bernardo, a primeira empresa da companhia fora da Ásia. Em 1969, Shirota recebeu a mais alta condecoração do governo japonês em reconhecimento ao seu trabalho na área da saúde.

No ano de 1978, o microbiologista visitou novamente o Brasil, onde plantou algumas mudas de árvores na fábrica da Yakult, em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. Shirota faleceu no dia 10 de março de 1982, aos 83 anos, em Tóquio, Japão.

Fontes de pesquisa

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http://www.thyroid.org/iodine-deficiency/

http://www.nutrition.org.uk/

http://cspinet.org/reports/functional_foods/japan_regltry.html

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Aprofundamento

Trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina sobre os alimentos funcionais. 

Texto muito explicativo sobre os alimentos funcionais produzido pela revista Research*eu, da União Europeia.

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