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O que é

Já na origem etimológica a palavra passeio associa-se a deslocamento: origina-se do latim “passus”, passo ou passada. Visita vem do latim “visitare”: ir, olhar, inspecionar. Ambas as palavras trazem a ideia de mover-se, assumir um novo ângulo de visão, o que pode se concretizar tanto literal quanto metaforicamente.
Passeio remete ao percurso despreocupado de certa distância com o objetivo de divertir-se. Visitar implica em estar um tempo curto em um lugar determinado. Nas duas situações, corpo e mente estão liberados de tarefas. Trata-se de uma oportunidade para reduzir tensões e abrir-se para o exterior, seja para o ambiente ou para as pessoas.
Características
O passeio e a visita exigem menos compromisso que uma viagem. Não é necessário dispor de tanto tempo ou recursos, nem empenhar-se no planejamento. O improviso pode ser até ser um bom começo para obter alguns dos prazeres e benefícios que uma viagem proporciona: a mudança de cenário, descoberta de novidades, aquisição de conhecimento, encontros.

Histórico

Passeios e visitas têm sua origem enraizada na forma como o uso do tempo livre evoluiu em diferentes períodos da história. Podemos falar em lazer quando as sociedades começam a dissociar recreação de trabalho, já que em estruturas tribais não existe uma divisão precisa entre atividades produtivas e tempo livre. Na tribo, danças e festas fazem parte de rituais para o sucesso das colheitas ou caçadas e misturam-se ao universo do trabalho.

Durante o Renascimento, quando as cidades ultrapassam os limites do núcleo protegido por muralhas, passear em locais públicos torna-se uma forma de diversão nos centros urbanos. Herdamos desse período os jardins, parques e praças planejados para o lazer e o entretenimento.  No Brasil, essa herança concretiza-se no Passeio Público, construído em 1783 no Rio de Janeiro, e no Jardim da Luz, aberto em 1825 em São Paulo, dois dos primeiros locais concebidos em nosso país para que as pessoas circulassem nos momentos de lazer.

No século 19, surge a figura do “flâneur”, um personagem saído da literatura francesa que é um explorador urbano, conhecedor das ruas e ao mesmo tempo narrador de suas histórias. Dele veio para o português o verbo flanar que, na definição do escritor João do Rio (1881- 1921), “é a distinção de perambular com inteligência”, válida até hoje.

No início do século 20, com o adensamento da população nas cidades, consagra-se o hábito do “footing”. A caminhada ao redor da praça se transforma em um importante momento social, hora de ver e ser visto, de namorar, trocar informações e encontrar pessoas. A popularização da televisão a partir da década de 1960 muda o comportamento do brasileiro. A TV passa a ser a opção mais popular de lazer da família, que se reúne não mais na calçada ou na praça, mas na sala de casa.

No fim do século 20 aplica-se o termo “cocoon” (casulo, em inglês) para identificar uma geração que prefere ficar em casa em vez de sair para passear. Movidas pela comodidade, com medo da violência urbana e pressionadas pela alta do custo de vida e pela falta de tempo, as pessoas recolhem-se no âmbito doméstico. O lazer concentra-se na sala de estar.

Como contraponto a essa tendência, a internet promove uma transformação na forma como nos divertimos. Ao tornar disponível uma variedade de roteiros, guias, mapas, atrações turísticas e culturais que antes não podia ser tão rapidamente consultada, a rede facilita a busca e a concretização de visitas e passeios. Hoje temos a ajuda do mundo virtual para planejar o lazer e menos desculpas para ficar em casa. Está mais fácil descobrir programas baratos, em horários alternativos e locais próximos.

Fundamentos

O que nos motiva a sair de casa? Relaxar, divertir-se, encontrar amigos, buscar atrações culturais ou simplesmente perambular sem direção pré-determinada. Explorar o território que nos circunda pode ser uma boa razão para trocar a inércia pelo movimento. Muitas vezes conhecemos melhor cidades distantes e países estrangeiros do que a rua ou o bairro onde moramos.

Em um momento no qual as regras do mercado procuram direcionar o que devemos fazer durante as horas de lazer, em que o ócio perde espaço diante da urgência em tornar nosso tempo produtivo, podemos redimensionar o significado de um passeio ao emprestar do arquiteto Ludwig Mies van der Rohe a máxima de que “menos é mais”. Menos regras e consumismo, mais criatividade e espaço para a expressão de diferenças e singularidades. Liberdade para fazer o que se tem vontade e não o que todo mundo faz.

O que pode motivar seu passeio ou visita:

Renovar corpo e mente

Fugir do lugar comum e dos apelos de consumo. Entrar em contato com os ritmos da natureza, relaxar e meditar. Quando nos permitimos substituir fórmulas prontas de entretenimento e nos afastamos de listas do tipo “lugares para visitar antes de morrer”, criamos oportunidade de afinar a atenção e os sentidos e renovar o corpo e a mente.

Conhecer a vizinhança

A vizinhança pode parecer o mais trivial dos lugares, o último a ser lembrado na hora da diversão, mas se nos apropriamos do território por onde circulamos podemos entrar em contato com pessoas que nos cercam e com a realidade que nos é próxima.

Permitir que a cidade seja voltada para pessoas e não para consumidores é uma maneira de reconfigurá-la para as dimensões humanas. Essa preocupação norteia vários grupos que hoje buscam alternativas para as metrópoles. Jan Gehl, arquiteto dinamarquês que escreveu o livro “Cidade para Pessoas”, sintetiza algumas dessas questões relacionadas à transformação da cidade em um espaço de convivência. No Brasil, no entanto, essa vocação é enfraquecida pelo medo da violência nas ruas e problemas de trânsito, entre tantos outros motivos.

Exercitar-se

Invariavemente, o tempo para descansar é o mesmo que dispomos para cuidar do corpo. Andar de bicicleta, caminhar, correr: não é difícil incluir a prática de exercícios nos momentos de lazer. Uma saída é buscar espaços públicos equipados para práticas corporais e aproveitá-los para movimentar-se ao ar livre.

Buscar um novo olhar

Reinventar uma cidade que é velha conhecida com um roteiro novo fica mais fácil quando escolhemos um tema como fio condutor. Ele pode vir do lugar, de suas obras arquitetônicas, letras de música, literatura, melhores rotas para bicicleta, mirantes mais bonitos, achados gastronômicos, atrações grátis e assim por diante.

Não será necessário um orçamento generoso, nem mesmo razoável: quem quiser pode até arriscar a opção do passeio a custo zero. Um piquenique ao ar livre ou um evento cultural são sempre alternativas atraentes. Quando o dinheiro deixa de ser empecilho, entram em cena criatividade, informação e inspiração.

Na prática

Planejar

Pesquisar atrações do dia na internet ou em guias impressos, pensar no que se deseja e o no que poderia satisfazer esse anseio, descobrir como chegar ao local e o que é preciso levar. Grandes cidades estão longe de serem óbvias, pois nem todas as belezas estão à mão. Os achados escondem-se, muitas vezes, em dicas de quem se aventurou antes a explorá-las.

Escolher um fio condutor para o passeio ou visita

Ele pode vir do lugar, de suas obras arquitetônicas, letras de música, literatura, melhores rotas para bicicleta, mirantes mais bonitos, achados gastronômicos, atrações grátis e assim por diante.

Adequar o roteiro ao orçamento possível

Quem quiser pode até arriscar a opção do passeio a custo zero. Um piquenique ao ar livre ou um evento cultural são sempre alternativas atraentes.

Barato e bom

O lazer não precisa necessariamente estar relacionado a gastos. É viável circular por lugares interessantes sem gastar ou, ao menos, sem gastar muito, o que depende de certo garimpo entre as opções. Museus, cinemas e teatros costumam oferecer preços promocionais em determinados dias da semana. É sempre possível e

Turista por um dia

Turistas muitas vezes conhecem melhor as atrações de uma cidade que seus moradores. Assumir o papel de turista na própria cidade é uma experiência em que a originalidade do passeio não repousa no traçado do passeio, mas em quem o faz. Os pontos turísticos de uma cidade podem ser escolhidos em consulta às centrais de informação, guias ou mesmo pelo boca a boca. Os destinos vão de museus a festas populares, feiras e bairros desconhecidos. Os pontos turísticos podem ser escolhidos em consulta às centrais de informação, guias ou mesmo pelo boca a boca. De museus a festas populares, feiras e bairros desconhecidos, a grande novidade é assumir o papel de turista na própria cidade. Em São Paulo, por exemplo, existe até um roteiro pronto chamado de “Cidade Criativa” que vai de sugestões de visita a lugares únicos como as Grandes Galerias, ponto de encontro de roqueiros no centro à Cidade Universitária. Uma câmera fotográfica pode ajudar aguçar o olhar de estrangeiro.

Acessível

Muitos pontos de lazer já oferecem estruturas pensadas e projetadas para quem tem limitações de locomoção, visão e audição.

Aprofundamento

Parque Villa-Lobos

[http://parquevillalobos.sp.gov.br/]

Parque da Aclimação

[http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/parques/regiao_centrooeste/index.php?p=5728]

Parque do Ibirapuera

[http://www.parquedoibirapuera.com/}

Jardim Botânico

[http://www.ibot.sp.gov.br/index.php]

Templo Zulai

[http://www.templozulai.org.br/]

Solo Sagrado de Guarapiranga

[http://www.solosagrado.org.br/}

Mosteiro de São Bento

[http://www.mosteiro.org.br/]

Parque Estadual da Cantareira

[http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/o-que-visitar/213-parque-estadual-da-serra-da-cantareira]

Ecoturismo e agroecologia na zona sul de São Paulo

[http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/images/pdf/roteirostematicos/guia_site.pdf]

Descrição dos pontos turísticos em áudio

http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/acessibilidade]

São Paulo a pé

[http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/o-que-visitar/roteiros/sao-paulo-a-pe]

Centrais de informação turística de São Paulo

[http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/centrais-de-informacao-turistica]

Ciclofaixa – Turismo de Bike em São Paulo

[http://www.cidadedesaopaulo.com/ciclofaixa/]

Parque das Bicicletas

[http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/esportes/parque_das_bicicletas/index.php?p=897]

Cidade Criativa

[http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/images/pdf/roteirostematicos/roteiro_cidade_criativa_ld.pdf]

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