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O que é

Quando se fala que algo é tóxico, muitas coisas vêm em mente, mas quase todas elas estão ligadas à noção de algo ruim, nefasto, danoso. Na verdade, tóxico é a definição para tudo aquilo que é venenoso. A ciência responsável por estudar exposições da biodiversidade (seres humanos, animais, plantas e ecossistemas) a tais substâncias se chama toxicologia. Porém, é necessário apontar que o que é tóxico para determinado indivíduo não é necessariamente para outros. Isso, na terminologia científica, recebe o nome de toxicidade espécie específica. Significa dizer que quando cientistas estudam uma substância em particular, eles procuram descobrir o quanto ela pode ser tóxica para o ambiente como um todo e para cada sujeito em específico. Logo, toxicidade é a capacidade que uma substância tem de causar dano a um indivíduo ou ao seu entorno.
Contudo, entender o conceito é mais simples do que entender de fato como ele se aplica na nossa vida de todos os dias. Desde que nascemos, e até antes de termos nascido, ainda no útero de nossas mães, somos expostos a efeitos e substâncias tóxicas. E essa exposição pode ou não condicionar nossa experiência de vida, inclusive doenças que desenvolvemos ao longo dela, dependendo de como somos capazes de lidar com as agressões que sofremos.
É obvio que não somos iguais durante toda a nossa vida. Existem fases onde somos mais frágeis, por contingências naturais do próprio desenvolvimento. Por exemplo, durante nossa fase fetal, nos extremos da vida, após ou durante doenças graves. Isso porque todos possuímos mecanismos de defesa naturais: o nosso sistema imunitário e nosso metabolismo, que são capazes de lidar com estes agentes tóxicos.
Agentes agressores, de consequência tóxica, podem ser de natureza física ou químico-biológica. Entre os primeiros se colocam as radiações, os campos eletromagnéticos etc. No segundo grupo encontram-se as substâncias químicas, drogas, venenos, inclusive os agentes virais e bacterianos, que se vistos por certo prisma podem perfeitamente ser enquadrados dentro do subgrupo químico.
Isso ocorre porque os seres vivos são seres químicos. A vida é química, depende de reações químicas para existir e é fundamental que isso seja entendido de forma clara e sem preconceitos. Essa ressalva é necessária, já que muita vez ocorrem atitudes de rejeição em relação ao termo “química”, como se ela já fosse uma ameaça por si, quando na verdade não é.
Desde que existimos, estivemos e estamos expostos a agressões de caráter tóxico de várias fontes e naturezas. A saúde é a resultante do equilíbrio entre os agentes agressores e nossa capacidade de defesa. Isso se chama homeostase. Se estamos em equilíbrio, estamos bem. Portanto, temos que lidar com o risco de existirmos em um mundo que nos agride constantemente. E é importante ter em mente que o risco zero não existe. Assim, as armas que temos para mantermos a saúde, além de nosso próprio corpo e seus mecanismos naturais, é o nosso bom senso e nossa capacidade de fazer escolhas.
Em nossa vida cotidiana, podemos e devemos fazer escolhas para que possamos minimizar tais riscos, embora nem todas as escolhas sejam possíveis ou fáceis. Isso vai depender muito de onde você vive, o que você faz, enfim, vai depender do seu estilo de vida. Você é aquilo que você vive, o que você come, o que bebe, como dorme, como interage com o ambiente ao seu redor, tudo somado a sua herança genética. Mesmo irmãos geneticamente idênticos podem ter potenciais de risco diferentes ao longo de suas vidas de acordo com o modo como vivem. A capacidade do ambiente de modificar a expressão genética se chama epigenética. Ou seja, o ambiente não muda o que você é de fato, mas muda o modo como o que você é e como se comporta em relação ao mundo.
É importante ainda dizer que a exposição a um agente de qualquer natureza (física ou química) pode causar efeitos agudos ou crônicos. Quando uma exposição a uma grande quantidade de um determinado agente tóxico ocorre em um curto período de tempo, geralmente ocorre um quadro imediato de “envenenamento”, dose dependente, com sintomas evidentes e de fácil diagnóstico. Mas muitas vezes a exposição é pequena e prolongada (ao longo de anos e até por toda a vida), resultando numa intoxicação crônica, quadros clínicos menos evidentes, de difícil diagnóstico, mimetizando outras doenças. No entanto, o fato de ser diluída ao longo do tempo não necessariamente a torna menos perigosa.
Muitas substâncias apresentam efeitos cumulativos cujos resultados serão observados somente no longo prazo. Esses conceitos gerais sobre toxicidade podem se aplicar a todas as situações do dia a dia e são o ponto de partida para que possamos abordar temas mais específicos.

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