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Cidades

Educação no combate à falta de água

Instituto 5 Elementos promove encontro em SP para buscar soluções para a crise hídrica que afeta a região Sudeste
Bruno Torres
29/03/15

Elaborar novas propostas para contornar a crise da água por meio da educação ambiental. Esse é o objetivo do Seminário Água e Educação – Práticas e Reflexões, que faz parte do Ciclo Ecossocialismo ou Barbárie encabeçado pelo Instituto 5 Elementos e com a participação de organizações como o Greenpeace, o NacePteca, a OCA Esalq e o Portal NAMU. A finalidade do evento é discutir e propor soluções para a crise da água com enfoque na educação ambiental.
Em entrevista exclusiva para o Portal NAMU, a fundadora e gestora do Instituto 5 Elementos, Mônica Pilz Borba, fala sobre a importância do encontro e explica porque a sociedade deve se mobilizar em torno da questão da água:

"O debate é sempre desejável, porque falta ainda mais integração entre as partes, principalmente no que diz respeito às áreas mais técnicas, como os profissionais dos Comitês de Bacias. Em 2015, houve uma pequena melhora em relação ao ano anterior, que foi um período de negação da crise", afirma Marussia Whately, coordenadora do projeto Aliança pela Água. Segundo ela, as ações tomadas nos últimos meses pelo Governo do Estado de São Paulo conter a crise, como redução de pressão na rede, racionamento e bônus para quem gastar pouca água para vieram tarde e ajudaram apenas e evitar o colapso do sistema e os índices cada vez mais preocupantes dos reservatórios. "A crise está longe de passar. O volume das últimas chuvas não foi suficiente para reequilibrar de forma segura os níveis dos reservatórios. Infelizmente, não temos planos de contingência e esse é nosso papel, fazer com que haja uma inserção dos municípios nos debates", finaliza Whately.

A falta de informação também é um problema nessa crise. A Sabesp só passou a divulgar os dados sobre a crise em São Paulo após sofrer pressão do Ministério Público Estadual. Somente em 17 de março de 2015 que a empresa passou a publicar números com uma nova base de cálculo do nível do Cantareira. “É importante que cada vez mais as pessoas tenham a compreensão exata do que está acontecendo não pelo conteúdo que a mídia convencional divulga, que em geral é bastante desinformativo. O evento deve mobilizar o maior número possível de interlocutores, pois o diálogo não pode ficar encerrado apenas aos ativistas”, afirma Pedro Jacobi, professor titular da Faculdade de Educação e do Programa de Pós Graduação em Ciência Ambiental (PROCAM/IEE/USP) da Universidade de São Paulo.

Seminário Água e Educação – Práticas e Reflexões

O especialista afirma que a importância do evento é melhorar a relação entre sociedade civil e a academia: "a universidade oferece tanto respostas técnicas, quanto sociopolíticas e se pauta por uma visão de maior democracia e transparência. Hoje, o que temos por parte do Governo do Estado de São Paulo é uma governança tecnocrática movida e associada à lógica de rentabilidade. Se a sociedade civil não estiver organizada, abre espaço para que o governo diga e faça o que quiser, mostre explicações absolutamente inadequadas e coloque as questões com falta de transparência e falta de prestação de contas.” finaliza Jacobi.

O seminário será realizado no dia 26 de março, das 15h00 às 21h40 no espaço Sala Crisantempo, na Rua Fidalga, 521, Vila Madalena, SP e terá transmissão ao vivo a partir das 15h00 na página do Greenpeace. Confira a programação do evento no site do Instituto 5 Elementos e na página do Facebook.


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