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Sustentabilidade

Paulistano perde um mês por ano parado no trânsito

Pesquisa revela que 61% dos entrevistados trocariam o carro pelo transporte público se fosse de boa qualidade
Bruno Torres
27/09/19

Todos os dias, os paulistanos gastam cerca de 2 horas e 15 minutos para locomover-se na cidade. Isso significa que uma pessoa perde um mês por ano no trânsito, conforme dados da pesquisa sobre mobilidade urbana Rede Nossa São Paulo (1), realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope).  O estudo revela ainda que 61% dos participantes deixariam os carros e optariam pelo transporte público se o considerassem de boa qualidade.

Em comparação com a mesma pesquisa realizada anteriormente, em 2012, a qual apontou que 44% das pessoas tomariam essa atitude, houve um crescimento significativo da vontade de deixar os automóveis na garagem. Esse aumento pode ser relacionado à insatisfação dos habitantes de São Paulo com o fluxo de veículos pela cidade: dos 805 entrevistados, 69% consideram o trânsito ruim ou péssimo.

Faixas de ônibus: aprovadas

As faixas exclusivas para ônibus implantadas em vias importantes da cidades, como nas avenidas Paulista e Rebouças, foram bem avaliadas na pesquisa. Mais de 90% das pessoas se mostram favoráveis aos corredores. Outras medidas, até então polêmicas, que também apresentaram maior índice de aprovação se comparadas aos dados de 2012 foram: pedágio urbano (de 17% para 27%), rodízio de carros de dois dias (de 37% para 49%) e multa para pedestres (de 34% para 54%).

Tarifa zero ou intermediária

Depois da série de protestos para baixar as tarifas dos transportes públicos, em 2013, é interessante dizer que a maioria dos consultados (56%) é adepta à tarifa intermediária, ou seja, metade do valor pago pelo governo e a outra metade paga pelo usuário. Uma porcentagem menor, 34%, apoia a tarifa zero, totalmente custeada pelo poder público.

Em relação às passagens totalmente subsidiadas, 46% das pessoas defendem que elas deveriam valer para todos, 29% acham que o auxílio só deveria valer para estudantes e desempregados e outros 21% consideram o projeto inviável. Quando interrogados sobre o aumento do preço da gasolina para custear as tarifas dos transportes públicos, apenas 45% dos participantes posicionaram-se a favor. 

Foto: Johnny Ainsworth / Flickr / CC BY 2.0


Veja também: São Paulo na contramão da mobilidade O trânsito nosso de cada dia

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