O que a meditação oriental tem a ver com o cristianismo?

A meditação cristã, embora concebida modernamente a partir de um contato com as práticas meditativas orientais, já no século 20, tem ligações com um ramo da Igreja Católica que remonta ao período inicial do próprio cristianismo. A palavra aramaica que conduz as meditações, “Maranatha!”, que significa algo como “Se alguém não ama o Senhor, seja excomungado ou amaldiçoado. Vem, Senhor!”, aparece em textos considerados sagrados, como a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (50 d.C.) e o Apocalipse de São João XXII (90 d.C.). Seria um modo de se verificar que a meditação, aparentemente distante do que é professado pela Igreja Católica, estaria fundamentado pela própria religião. Para John Main, a “oração pura”, baseada no verbalização do mantra “Maranatha!”, é algo universal, presente nas grandes tradições religiosas, o que explicaria a proximidade com as práticas meditativas orientais.