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Medicina Integrativa

Endometriose: uma doença silenciosa

Conheça mais sobre a enfermidade que afeta a vida de milhares de mulheres no Brasil e diminui a capacidade reprodutiva feminina
Bruno Torres
27/09/19

Na internet, pipocam fóruns sobre endometriose. No Facebook, muitos grupos também são criados. A doença que acomete aproximadamente 15% das mulheres em idade reprodutiva no mundo ainda é cercada por dúvidas básicas em relação aos sintomas e ao tratamento.

A endometriose é caracterizada pela presença do endométrio em outras partes do corpo além do útero. O endométrio é um tecido altamente vascularizado que reveste a parede do útero. É onde os embriões se fixam durante o período de ovulação, mas expelido na menstruação. A vida reprodutiva da mulher está intensamente relacionada a ele.

“Ninguém sabe ao certo quais são as causas dessa doença. O fator mais conhecido é que ela depende, para seu desenvolvimento, do estrógeno, hormônio feminino mais importante produzido pelo ovário”, afirma a ginecologista Rosa Maria Neme, médica do Centro de Endometriose de São Paulo em entrevista exclusiva ao Portal NAMU.

“Predisposição genética, estilo de vida estressante, queda do sistema imunológico, alterações no fluxo menstrual, gravidez em idades mais avançadas e menor número de filhos são fatores que predispõem ao aparecimento da endometriose, mas não se sabe por ainda porque”, esclarece a ginecologista.

Endometriose no Brasil

Segundo dados do Ministério da Saúde, seis milhões de mulheres no Brasil sofrem com endometriose. O número expressivo se deve a vários fatores. O primeiro é a irregularidade na realização de consultas ginecológicas: 53% das mulheres brasileiras vão ao médico somente quando estão doentes, de acordo com pesquisa sobre os hábitos femininos, realizada pelo Ibope Mídia em 2011.

O segundo fator refere-se aos sintomas da doença. Eles podem ser confundidos e relacionados a outras enfermidades. Uma mulher com endometriose sente cólicas menstruais e dores durante as relações sexuais. No período menstrual, também pode haver diarréias, instestino preso e alterações urinárias.

Tratamentos

O tratamento mais comum para a endometriose, quando diagnosticada em estágio inicial, envolve o uso de medicamentos a base de hormônios, principalmente a progesterona.

Segundo Neme, a cirurgia é indicada somente nos casos mais graves, quando a paciente não responde ao tratamento com medicamentos ministrado por seis meses. Há dois tipos de cirurgias: laparoscopia e cirurgia robótica.

A primeira é indicada em casos onde os sintomas da doença são mais intensos. “No momento do procedimento, todos os focos da endometriose são imediatamente retirados”, esclarece Neme.

Quando a endometriose já está em estágio avançado – instalada em regiões como intestino e bexiga – a cirurgia robótica é a mais indicada. Tal procedimento é mais eficiente do que a laparoscopia por oferecer uma visão precisa da região a ser operada. O problema é que poucos médicos no Brasil tem habilitação para realizar uma cirurgia desse tipo.

Não há estudo científico que demonstre a melhora dos sintomas da endometriose ou da evolução da doença com medicamentos naturais. “O que podemos é associar ao tratamento medicamentoso recursos da medicina integrativa, como acupuntura e meditação para alívio da dor causada pela doença”, finaliza Neme.


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