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Dicas para o intestino funcionar melhor

Aprenda a cuidar da sua flora intestinal com práticas saudáveis e alimentos probióticos, prebióticos e simbióticos
Da redação
27/09/19

O sistema imunológico é responsável por defender o corpo de diversos agressores, como bactérias, vírus e células tumorais. Quando está em equilíbrio, impede que o organismo seja atacado por esses agentes. Contudo, qualquer alteração no seu funcionamento pode deixar o corpo mais sensível e vulnerável às doenças. Isso é importante porque o sistema gastrointestinal, mesmo quando mais vulnerável, é responsável por 80% do potencial de proteção do organismo. A maior parte das bactérias do seres humanos concentra-se no intestino e recebe o nome de microbiota intestinal. Ela é de extrema importância para a saúde em rezão de seus efeitos antibacterianos, metabólico-nutricionais e moduladores da imunidade. A principal função da microbiota é servir como barreira protetora, pois ao aderirem às paredes do intestino, as bactérias benéficas produzem antibactericidas naturais e estimulam o sistema imunológico.

Boas e más bactérias

Para que a microbiota possa exercer sua função imunológica, a quantidade de bactérias benéficas deve ser maior que o das maléficas. Caso contrário, ocorre a disbiose, que é o desequilíbrio da flora intestinal. Dentre os diversos fatores que influenciam na composição dessa microbiota estão: digestão, nutrientes advindos da alimentação, medicamentos utilizados e velocidade do fluxo intestinal. Uma microbiota saudável, composta em grande parte por bactérias benéficas, contribui para deixar o sistema imunológico em estado de alerta quando for acionado. A composição da flora intestinal depende de muitos fatores do organismo, mas há algumas práticas que podem ajudar a fortalecer a microbiota e o sistema imunológico.

Práticas saudáveis

Ingerir líquidos durante a refeição é algo comum para muitas pessoas. Contudo, a prática não é nada saudável, pois reduz a liberação de saliva e dilui o meio ácido do estômago, o que favorece o crescimento das bactérias prejudiciais no intestino. Recomenda-se que a ingestão ocorra uma hora após às refeições. Os nutrientes também têm um papel importante para a boa saúde do intestino. Para que os alimentos possam ser transformados em compostos nutritivos, é importante que já existam alguns deles disponíveis para a formação de enzimas digestivas, sucos digestivos e neurotransmissores. Se não houver a quantidade necessária desses elementos, a digestão e a absorção serão prejudicadas.

O processo de alimentação é demorado e envolve diversos órgãos do corpo humano. Na boca, o alimento é triturado, transformado em uma pasta e enriquecido com a saliva, que tem função digestiva, e com outro elemento chamado lisozima, que é digestivo e bactericida. Além destas substâncias, há também as células de defesa, como a imunoglobulina (IgA), que proporciona melhor tolerância aos alimentos e neutraliza a ação de vírus, bactérias, agrotóxicos e toxinas. No estômago, o bolo alimentar entra em contato com a secreção gástrica, a qual, em razão de sua acidez, auxilia na digestão dos alimentos e destrói alguns micro-organismos prejudiciais à saúde. Já no intestino, a bactérias láticas (Lactobacillus) são responsáveis pela fermentação de produtos lácteos (leite e seus derivados) e pelo aumento da concentração de determinados nutrientes, como as vitaminas do complexo B.

Medicamentos em formato de pílulas espalhados sobre uma mesa

Velocidade do fluxo intestinal

Uma alimentação saudável reflete-se não apenas em força e disposição, mas na quantidade de vezes que uma pessoa evacua. O ideal é que ocorra de uma a duas vezes por dia, pois a diminuição do fluxo intestinal leva à constipação. Nesse caso, as fezes começam a se degradar e formas placas duras que se aderem à parede intestinal, o que facilita a adesão de bactérias maléficas. O contato direto das fezes com a mucosa intestinal, que tem função de absorção, impede a absorção de nutrientes e favorece a reentrada no organismo de um material que deveria ser eliminado.

Para melhorar a velocidade do fluxo intestinal e dificultar a adesão de bactérias prejudiciais na mucosa intestinal, recomenda-se a ingerir água regularmente, consumir fibras (solúveis e insolúveis) e favorecer a microbiota probiótica intestinal residente. O consumo regular de antibióticos, laxantes, anticoncepcionais, anti-inflamatórios, antiácidos, corticóides, alérgenos e quimioterápicos pode causar grave agressão à microbiota normal. Portando, a utilização destes medicamentos deve ser cautelosa, aplicada apenas com indicação médica e combinada com a reposição da microbiota pelo consumo de alimentos prebióticos, probióticos e simbióticos.

Prebióticos, probióticos e simbióticos

A ingestão adequada de produtos prebióticos, probióticos e simbióticos contribui para a proliferação de bactérias benéficas em detrimento das bactérias prejudiciais, melhora o equilíbrio do sistema imunológico e contribui de forma geral para a defesa do organismo. Prebióticos são alimentos não digeríveis, como as fibras, que tem a função de estimular seletivamente o crescimento de bactérias benéficas como as bifidobactérias e os lactobacilos. Probióticos são suplementos alimentares que contém bactérias vivas, geram um efeito benéfico ao hospedeiro e equilibram a microbiota intestinal.

Vários micro-organismos se enquadram nessa categoria, como as bactérias ácido-lácticas, as bactérias não ácido-lácticas e as leveduras. Simbióticos são suplementos alimentares completos por serem o resultado da associação dos probióticos com os prebióticos. Além de conterem os micro-organismos benéficos, possuem nutrientes que estimulam o desenvolvimento e a atividade da microbiota sadia. Como se pode observar, a escolha dos alimentos, uma boa digestão e evacuação regular têm são os segredos para uma microbiota benéfica um sistema imunológico equilibrado. Tomar medicamentos com cautela e recompor a flora intestinal são fundamentais para defender o organismo de agressores e doenças, além de promover a saúde do organismo.

Foto 1: Jamie Hamel-Smith / 500px


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