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Esportes

Exercícios físicos nos deixam mais inteligentes?

Estudos revelam que exercícios físicos podem aumentar a concentração e melhorar a memória a curto prazo
Da redação
16/02/20

Os benefícios trazidos pelos exercícios físicos são comprovados a cada nova pesquisa. É fácil identificá-los quando as mudanças positivas alteram nossa estrutura física. Mas e quando tais alterações ocorrem no cérebro? Confira os resultados de dois estudos sobre o assunto.

A influência dos exercícios físicos no funcionamento cerebral

Dois estudos publicados em revistas científicas analisaram a influência das atividades físicas no funcionamento cerebral. O primeiro comparou as alterações durante o treino e depois dele. O segundo examinou a relação entre a prática de exercícios físicos e a degeneração cerebral causada pelo envelhecimento.

Ambas as pesquisas apresentaram resultados positivos sobre o impacto dos exercícios físicos nas atividades cognitivas. Além disso, sugerem que praticar esportes pode melhorar habilidades administrativas, como planejar ações, e proteger o cérebro contra seu desgaste natural.

benefícios dos exercícios físicos

Durante os exercícios

Durante as sessões de atividades aeróbicas moderadas, os participantes do estudo apresentaram uma diminuição no tempo de reação a estímulos. Também tiveram melhora na percepção e interpretação de imagens e maior controle sobre capacidades de planejamento, coordenação de pessoas e lugares, além de gerenciamento de informações. 

Foi registrado, ainda, um aumento da concentração e da memória de curto prazo, fundamental para realizar funções mentais complexas.

Os exercícios físicos geralmente começam a trazer benefícios após 20 minutos de seu início. Eles podem ter duração de até 40 minutos, revelou a pesquisa. Após a prática, estima-se que o corpo comece a sentir os efeitos da fadiga. Então, o aumento da capacidade mental, adquirida com as atividades físicas, cai.

Inclusive, o cansaço pode levar a um desempenho mental inferior ao do começo dos exercícios. A média de tempo, porém, varia de pessoa para pessoa. Ou seja, quem está acostumado a se exercitar demora mais para sentir os efeitos do cansaço.

Depois dos exercícios

Os efeitos cerebrais positivos gerados pelos exercícios físicos estão relacionados, principalmente, ao aumento do fluxo sanguíneo, segundo o artigo. O sangue percorre o corpo em maior velocidade e abundância. Isso estimula as células nervosas a liberarem neurotransmissores, que são substâncias químicas responsáveis pela comunicação entre os neurônios.

Os benefícios podem durar por até uma hora após as sessões aeróbicas, caso o corpo não esteja extremamente cansado. Porém, antes de tomar decisões, é recomendado optar por exercícios físicos moderados.

Exercícios físicos moderados

Para que o cérebro seja beneficiado, a prática de atividades aeróbicas de intensidade moderada não deve exceder 75% da frequência cardíaca normal durante os exercícios físicos. Isso porque se a intensidade for maior que esse índice, o organismo se esforçará para cumprir as exigências físicas.

Assim, a preocupação do participante se voltará para a respiração e para o controle do corpo, o que reduz temporariamente as melhorias da capacidade cognitiva.

Exercícios físicos contra o envelhecimento do cérebro

pesquisa publicada pelo Colégio Americano de Médicos sugere que praticar exercícios físicos pode ser uma boa alternativa para diminuir os efeitos do envelhecimento no cérebro. 

Inclusive, pessoas que se exercitam com frequência tendem a ter maior volume de massa cinzenta, região cerebral responsável pelo controle muscular e pela percepção sensorial, como visão, audição, memória, emoções e fala.

O estudo reuniu quase 20 mil pessoas e revelou que quanto maior o índice de condicionamento físico dos participantes, menor a probabilidade de desenvolver demência na terceira idade.

Menor probabilidade de Alzheimer

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, caracterizada pelo declínio de algumas funções cognitivas, como fala, memória, orientação espacial e temporal. Comumente associada ao envelhecimento natural, a doença de Alzheimer é uma das formas de demência mais comum em idosos.

Conforme pesquisa realizada pela Associação Americana de Alzheimer e publicada em março de 2013, 1 em cada 3 americanos morre com algum tipo de demência nos Estados Unidos. No Brasil, atualmente, estima-se que 1 milhão e 200 mil pessoas tenham a doença.

Quase 20 mil participantes, com idade entre 40 e 50 anos, passaram por um teste que avaliou seu condicionamento físico. O grupo de pesquisadores buscou dados médicos e hospitalares para ver quem tinha sido diagnosticado com algum tipo de demência nos anos seguintes ao teste inicial. O estudo durou 24 anos e avaliou a evolução dos sinais de demência em idades que variaram de 70 a 85 anos.

Observou-se que quanto maior o índice de condicionamento físico, menor a probabilidade de desenvolver Alzheimer e outras doenças que envolvam a degradação da capacidade cognitiva.

Mudanças cerebrais que levam à demência ocorrem de duas a três décadas antes de a doença ser detectada, relatou Richars Isaacson, diretor da Divisão de Alzheimer da Escola de Medicina de Miami Miller.

como fazer exercícios físicos

“Então, se você está preocupado com demência, a hora de escolher um estilo de vida saudável é agora”, alerta Isaacson.

Segundo Isaacson, não existe uma fórmula mágica para prevenir o Alzheimer. Porém há evidências que os riscos podem ser reduzidos. Praticar exercícios físicos regularmente e ater-se a uma dieta com baixo teor de gordura pode ser uma boa alternativa. Afinal, isto ajuda a manter baixos os níveis de pressão sanguínea e de colesterol.

Correr faz bem para o cérebro

Ser sedentário pode remodelar o seu cérebro, segundo estudo norte-americano publicado no Journal of Comparative Neurology. É de conhecimento geral que a atividade física pode criar células cerebrais e até mudar o modo como o cérebro funciona. Porém, a nova descoberta é que não praticar exercícios físicos, além de não ajudar, pode trazer complicações para o sistema nervoso.

Na pesquisa, cientistas notaram mudanças em determinados neurônios. As alterações podem ser responsáveis pelo aumento do risco de desenvolver pressão alta e problemas cardíacos.

A experiência feita com ratos foi conduzida na Wayne State University School of Medicine. Os animais foram divididos em dois grupos: um que praticava corrida e outro sedentário. Os roedores presos com rodas correram cerca de três horas por dia, enquanto os outros não desempenharam nenhuma atividade. 

Após três meses, analisou-se os neurônios que controlam o sistema nervoso simpático, responsável por regular, por exemplo, a pressão sanguínea e a respiração.

Verificou-se que os neurônios dos ratos ativos mantiveram-se normais. Os animais que não se movimentaram desenvolveram ramificações nessas células, o que as tornou mais sensíveis à estímulos. Os cientistas sugerem que essas modificações, estruturais e funcionais, podem elevar, por exemplo, o risco de doenças cardiovasculares.

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