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Saúde

Obesidade é uma pandemia global

Segundo especialistas, a obesidade pode deixar mais da metade dos adultos do planeta com sobrepeso dentro de duas décadas
Da redação
20/09/19

Todo começo de ano, líderes, empresários e até celebridades globais se reúnem na tranquila cidade suíça de Davos para discutir as grandes questões do mundo e a obesidade já foi tema central do evento. Segundo especialistas, a obesidade se tornou uma pandemia global que pode deixar mais de metade dos adultos do planeta com sobrepeso dentro de duas décadas.

Cientistas pedem ações urgentes, além da reação comum, e cruel, de culpar as pessoas por não terem força de vontade. Isso porque de acordo com eles, o problema tem de ser enfrentado com a mesma determinação com que se luta contra o cigarro. 

Ficou interessado em saber mais sobre os problemas causados pela obesidade? Então confira o artigo que preparamos especialmente para você!

Obesidade: 20% da população mundial está acima do peso

Mais de 1,5 bilhão de adultos estão com sobrepeso, o que representa cerca de 20% da população global. Se forem mantidos os padrões atuais de alimentação e atividade física, daqui a 20 anos cerca de 50% a 60% da população mundial estará acima do peso.

causas da obesidade

O sobrepeso e a obesidade são definidos pela Organização Mundial de Saúde como uma acumulação anormal ou excessiva de gordura que apresenta um risco à saúde. Inclusive, uma de suas medidas é o índice de massa corporal (IMC), ou seja, o peso de uma pessoa (em quilos) dividido pelo quadrado de sua altura (em metros). 

Uma pessoa com um IMC de 30 ou mais é considerada obesa. Já com 25 ou mais, ela tem sobrepeso.

Riscos da obesidade para a saúde

Doenças crônicas

O sobrepeso e a obesidade são importantes fatores de risco para doenças crônicas, incluindo diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. E embora já tenham sido considerados problemas apenas em países de alta renda, hoje em dia estão em crescimento dramático em nações de baixa ou média renda, particularmente em ambientes urbanos.

Estigma social

Parece existir uma reação disseminada de colocar nos obesos a culpa por seu problema. Assim, eles acabam ficando marcados por um estigma social. 

É preciso, em vez disso, examinar as causas, notadamente, os hábitos e a cultura de consumo de alimentos com excesso de sal, açúcar e gorduras abundantes em cadeias de fast food e nas prateleiras de supermercado, além da vida sedentária.

Obesidade também traz prejuízos à economia

A obesidade traz também para os países um sério problema econômico, pelo aumento dos gastos públicos em saúde. Por exemplo, o custo dela, apenas nos Estados Unidos, na próxima década, poderá ser de US$ 550 bilhões. 

Isso porque lá, a taxa nacional do distúrbio é de 35% da população adulta, com grandes variações entre estados. Se as tendências continuarem, esta taxa deverá ser de 44% em 20 anos.

Até 2030, ainda nos Estados Unidos, os custos médicos associados ao tratamento de doenças evitáveis deverão subir de US$ 48 bilhões para US$ 66 bilhões por ano. Inclusive, a perda em produtividade econômica chegaria à casa dos US$ 580 bilhões anuais. E os custos médicos alcançariam até US$ 210 bilhões por ano.

Devemos observar que a obesidade é uma questão complexa e envolve interesses relacionados ao poder. Como exemplo disso, podemos citar parte da indústria de alimentos e bebidas, que acaba incentivando-a com seus produtos. E os países não têm condições políticas de regulamentar o que as pessoas servem em suas mesas. 

Dessa forma, crianças são bombardeadas com publicidade de junk food (que traz brinquedinhos de brinde), doces e refrigerantes. Além disso, as campanhas atingem de maneira mais sedutora principalmente as classes sociais em ascensão no mundo em desenvolvimento. Isso porque elas ainda carecem de informação e consciência para optar por dietas mais balanceadas. Ou, simplesmente não podem pagar por elas.

Iniciativa para combater a obesidade

Existem iniciativas em países desenvolvidos pela diminuição das porções de pratos em restaurantes - que cresceram muito significativamente deste os anos 1970 - e para campanhas de conscientização. 

o que é obesidade

Em contrapartida, estima-se que, nos próximos 30 anos, cerca de 3 bilhões de pessoas ascenderão ao status de classe média no planeta, principalmente na África e sudeste da Ásia, adotando, assim, estilos de vida ocidentais.

A mudança do clima, que anda causando distúrbios em diversos setores da economia, também pode ser relacionada à obesidade. Isso porque ela está afetando a produção de alimentos e, consequentemente, seus preços. E isso impacta as decisões na hora de comprar comida. 

Calorias a um custo acessível

A insegurança alimentar tem o efeito de fazer com que pessoas tomem decisões que podem prejudicar seu equilíbrio, por não se sentirem seguras de que vão ter alguma coisa para comer no futuro próximo. É o que diz o American Journal of Public Health, publicação científica norte-americana dedicada a temas relacionados à saúde.

Além do mais, a queda das rendas familiares causada pela crise econômica aliada à crise alimentar, provocada em parte substancial pela mudança de clima, geram, juntas, uma situação perversa. Isso porque famílias passam a ingerir grãos com muita energia, doces, refrigerantes e gorduras. E isso tudo como forma de absorverem calorias a um custo acessível. 

Sendo assim, podemos concluir que a pandemia global de obesidade é uma questão complexa. Pede, inclusive, uma iniciativa coletiva para alterar esse cenário.

Alternativa à obesidade

Aprender a se alimentar melhor é sempre uma das melhores alternativas à obesidade e a favor da saúde. Quer transformar o seu corpo e a sua mente por meio da alimentação? Então conheça os cursos de alimentação saudável do NAMU. Eles foram especialmente criados para que você tenha mais equilíbrio comendo, podendo aprender quando e onde quiser!


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