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Casa Aberta: dezenas de inspirações para o aconchego do seu lar

Site de decoração mostra ambientes montados sem ajuda de decorador ou grandes investimentos, mas cheios de boas ideias

Rodrigo Ladeira

O Casa Aberta mostra espaços vivos para inspirar quem quer decorar seu próprio canto

Decorar um ambiente é como montar um álbum de memórias entre as paredes. Não basta ter dinheiro, ajuda profissional de um decorador ou mil referências de sites e revistas estrangeiras. Aliás, não basta e não precisa. Com uma boa dose de inspiração, boas ideias e, por que não, baixo orçamento é possível deixar qualquer espaço com a cara do dono e muito afeto espalhado por cada canto.

E foi justamente como um banco de referência de decoração pessoal que nasceu o site Casa Aberta, que pouco tempo depois acabou se tornando um estoque de inspiração coletivo. E bota coletivo nisso. O Casa Aberta já tem 223 mil visualizações mensais no site e 33 mil fãs no Facebook. Além disso, no Instagram já são mais de 64 mil pessoas seguindo as fotos de cômodos postadas pelo fotógrafo mineiro Rodrigo Ladeira, criador do projeto.

A intenção inicial dele era simplesmente fotografar casas de amigos de Belo Horizonte (MG) para buscar ideias originais e baratas para um espaço em sua varanda, que dificilmente encontraria em outras publições de decoração. Com o sucesso, Rodrigo começou a visitar várias casas e também a receber colaborações com fotos de quem quisesse mostrar a casa, principalmente quando os colaboradores moram em lugares aos quais ele não pode ir.

Rodrigo também se surpreendeu com o sucesso. Antes mesmo de sair da casa da mãe, onde morava quando o projeto começou, em julho de 2013, várias pessoas já seguiam religiosamente as fontes de inspiração registradas por ele que, a principio, só queria decorar quatro paredes brancas no quintal.

Em entrevista exclusiva ao Portal NAMU, Rodrigo conta qual é a principal diferença do Casa Aberta em relação a outros sites de decoração e quais são seus critérios de escolha quanto aos espaços que fotografa.

Portal NAMU: Qual seria o diferencial do Casa Aberta? Ele é uma resposta à mídia voltada para a decoração de alto custo, muito comum nas revistas e sites desse setor?
Rodrigo Ladeira: Acho que o diferencial seria a busca por casa com vida. Eu entro na casa da pessoa e fotografo do jeito que ela está. Muitos me perguntam se eu quero mexer em algo e eu sempre digo que não. Se reparar tem casa com pia suja, roupa no chão e cama bagunçada. Se a pessoa se sentiu confortável em me receber com a casa assim, eu fotografo ela desse jeito. Cada um tem uma forma de organização e de viver o próprio ambiente, então é assim que eu gosto de registrá-lo.

Você também escreve textos muito afetivos sobre as suas visitas. Qual a importância desse projeto na sua relação com seus espaços e de que forma você pretende influenciar as outras pessoas no trato com os seus lares?
O projeto começou como essa busca por referências. Hoje, já dois anos depois, o Casa Aberta existe pois não há experiência melhor do que a troca de histórias e conhecimentos que ganho em cada visita. Fiz tantos amigos nesse período que quero continuar cada vez mais com o projeto. Ao contar essas histórias e mostrar esses novos amigos, eu busco apresentar para todo mundo que uma casa com vida é mais gostosa que a casa pré-decorada. Deixa o risco no chão, a marca de copo na mesa e o sofá arranhado do gato. Isso é a sua vivência no seu espaço.

Sobre essa experiência, você diria que habitar um espaço pode ser uma arte?
Viver um espaço, a forma que você se porta e experimenta cada cômodo pode sim ser uma arte. Acredito que devemos ter cuidado e paciência no que vamos construindo pouco a pouco dentro de nossas casas. Devemos apreciar cada etapa e evolução do lar.

Nesse momento, existem três produtos/marcas anunciadas na aba “quero ter em casa” do site. Que tipos de produtos podem ser divulgados no Casa Aberta?
A intenção é crescer essa aba cada dia mais. Pode ser qualquer tipo de produto. A ideia é mostrar pequenos e médios produtores, pessoas que realmente têm uma história e colocam as mãos em seus produtos.

Qualquer pessoa que queira pode ter sua casa fotografada? Se não, qual é o critério de escolha?
Eu recebo uma quantidade muito grande de e-mails por dia, então realmente acabo fazendo uma seleção dos espaços. Busco por casas onde a história que a pessoa me conta é possível de se ver nas fotos. Um estilo de objetos, as cores escolhidas, algo que se identifica com a maneira que a pessoa me contou.

O vídeo com a casa imaginada do Guilherme Brás é de uma doçura sem fim. Ele marcou o lançamento do projeto de casas imaginárias do Casa Aberta. Em que momento a vida e a beleza registradas nas casas reais não foram mais suficientes?
Eu comecei a imaginar casas não possíveis, irreais. Todo mundo pode ter uma casa dos sonhos que não necessariamente seja possível de construir. Foi aí, que em uma casa, conversando com a filha pequena da família, ela me conta e desenha sobre o castelo que sua boneca e princesa morava. E eu percebi que sim, todo mundo tem uma casa dos sonhos.

Pela sua experiência conhecendo casas e outros espaços de vários tipos de pessoas, desde jovens começando a vida até de uma senhora como a Dona Chica, você acha que as casas têm a cara dos seus donos?
Eu acho que todos nós devemos buscar que a casa tenha a nossa cara. É exatamente isso que busco. Recebo diversas casas genéricas que acabo agradecendo e explicando que não é a proposta do projeto. Quando digo genéricas, é no sentido de não ter uma marca ou uma presença forte. Sem muitos objetos que possam identificar ou marcar aquele dono.

Fotos: Rodrigo Ladeira


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