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O que é

O pós-modernismo nasce com a desconfiança na razão ilustrada e na metafísica tradicional. A pós-modernidade é marcada por pensadores, artistas e pedagogos que contestam axiomas filosóficos que caracterizaram outras épocas.
A pós-modernidade é a condição cultural e intelectual contemporânea. E o pós-modernismo, por outro lado, é o discurso concreto que faz referência à sociedade multicultural, em alusão à quebra dos cânones teóricos, afirmada em todas as partes: na publicidade, nos edifícios, na narrativa, na música, na vida cotidiana.
No pós-modernismo, a série de argumentações, teses e proposições que interpretam a história e a política é pensada em uma relação ética. É na relativização dos fundamentos clássicos da conduta moral que surge uma nova ética do dia a dia do mundo pós-moderno.
A condição pós-moderna está muito relacionada à ideia de progresso científico e tecnologia. O questionamento sobre as identidades tradicionais é sugerido pelas mudanças radicais e constantes das técnicas do dia a dia, dos produtos eletrônicos e virtuais, como também pelas novas formas de relação entre as pessoas.

Origem do nome

Termo que aparece pela primeira vez na década de 1930, cunhado por Federico de Onís. A palavra pode ser dividida em três partes:

1. Pós – O que vem após; depois.

2. Moderno – Aquilo que pertence ao tempo presente ou a uma época relativamente recente; atual, gosto pelo que é novo.

3. –Ismo – O sufixo que caracteriza doutrina, sistema, teoria, tendência ou corrente. Pós-modernismo significa, portanto, uma predileção, interesse e mesmo culto intelectual e prático por aquilo que vem depois da época moderna.

Criação

O pós-modernismo é uma tendência cultural e política na pós-modernidade. É o ponto de vista que cultiva o mundo como um vir-a-ser constante.

A ambivalência dos juízos predomina na perspectiva do pós-moderno. O mundo não é tido por um sistema fundamentado por essências, e as identidades das pessoas, dos produtos e dos comportamentos são consideradas fugazes e indefinidas.

O fluxo de imagens é uma constante do pós-modernismo. São elas que imprimem na consciência os critérios para o julgamento das ações morais, sobretudo da experiência estética. A liberdade para a experimentação, o ecletismo da combinação das formas e das performances são as características dessa tendência.

A estetização é um traço marcante do pensamento pós-moderno. A ideia das quebras da pretensão de verdade do discurso clássico encontra nesse relativismo do jogo das formas um aliado para emoldurar os argumentos e os raciocínios, igualmente relativistas. Eles se parecem tão fugazes, inovadores e sensoriais como as produções de imagem.

As novas referências culturais implicam uma ruptura com o discurso político e religioso tradicionais. Abre-se um campo para o individualismo e a identidade formada por grupos e nichos sociais, ao mesmo tempo que o mundo vive a crise da representatividade e dos sistemas de crenças religiosas.

Histórico

Criticismo da Primeira Metade do Século XX: A ideia de pós-modernismo começa a ganhar força em um período em que o pensamento clássico e o pensamento do século XIX começam a ser colocados em questão. Assim, contrapondo-se a correntes filosóficas sistemáticas, por exemplo, em uma crítica à filosofia hegeliana, muitos pensadores afins com a perspectiva existencialista, fenomenológica e mesmo positivista trouxeram um punhado de críticas radicais e o desejo de ruptura. A arquitetura de Nova York, por exemplo, passou a refletir essa quebra de cânones, assim como o cinema e uma insipiente pop-art.

Pós-estruturalismo: A ideia de pós-modernismo ganhou ainda mais força na segunda metade do século XX, adquirindo força teórica com os estudos da tradição francesa do estruturalismo, como Michel Foucault (1926-1984), Jacques Derrida (1930-2004), Gilles Deleuze (1925-1995) e Jean-François Lyotard (1924-1998). Diversas obras dessa tradição ajudaram a pensar questões sobre a história, a elaborar uma nova concepção sobre a loucura e a desfunção social, a sexualidade e a linguagem.

Queda do muro de Berlim (1989): É o símbolo da quebra das ideologias fixas. Fato histórico, a quebra do muro que dividia a Alemanha ocidental da Alemanha oriental é uma demarcação simbólica entre o período das ideias fixas – polarizado pela Guerra Fria, entre capitalismo e socialismo –, e o período que lhe sucede, indicado pela ideia de neoliberalismo e globalização.

Alguns consideram o período posterior a essa data como o “pós-modernismo” de fato ou “hipermodernismo”.

Hipermodernidade pós-anos 1990: Pode ser compreendida como a nossa atual condição social, marcada pela globalização de produtos, serviços e pessoas, e sobretudo pelo aparato da informática. A nova realidade social das pessoas agora está mediada profundamente pelos sistemas de computador e celulares, recolocando a relação entre a consciência e o mundo exterior pelo aparato frenético da internet.

Atualidade

Nova compreensão das patologias psicológicas e sociais: uma série de iniciativas no âmbito da psicologia e da medicina tem procurado dar um novo sentido à ideia de normalidade e de patologia. As noções clássicas de loucura e doença têm sido revistas, procurando levar em conta aspectos formativos.

Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs): uma designação para a Revolução Informacional ou “Revolução Telemática”, que teve impulso a partir dos anos 1990. Visam agilizar, horizontalizar e digitalizar a comunicação em redes. O advento dessas novas tecnologias (e a forma como foram utilizadas por governos, empresas, indivíduos e setores sociais) possibilitou o surgimento da “sociedade da informação”. Hoje se destacam a world wide web (principal interface gráfica da internet), o streaming (fluxo contínuo de áudio e vídeo via internet), o podcasting (transmissão sob demanda de áudio e vídeo via internet), a TV digital e o rádio digital.

Arte contemporânea: tida como a responsável pela ruptura com a arte moderna. Resultou da efervescência cultural da década de 1960, no questionamento da sociedade do pós-guerra, rebelando-se contra o estilo de vida difundido no cinema, na moda, na televisão e na literatura. A partir desse período, teve um boom em muitos movimentos, sendo os mais célebres: o Minimalismo, Arte conceitual, Body art, Instalação, Hiper-realismo, Videoarte, Happening, Arte povera, Transvanguarda, Internet art, Arte urbana, Grafiti, entre outros.

Novas pedagogias: a ideia de formação inicial do professor, levando em conta os pressupostos culturais dos alunos, criando uma identidade pós-moderna na educação, inserindo os elementos tecnológicos e sociais comunicativos da atualidade. Um exemplo dessa perspectiva é a ideia da “Nova escola”, ou “Escola Ativa”, ou ainda “Escola Progressista”, como renovação da relação professor-aluno e da flexibilização das exigências dos conteúdos tradicionais.

Fundamentos

Ceticismo dos valores universais: A emergência dos novos ideais do pós-modernismo provocou uma onda de comportamentos e de atitudes desencantadas em relação às instituições políticas. Há um crescimento desse ceticismo face aos valores fundamentais da modernidade, como a concepção de um Estado total, e no campo religioso a ideia de Deus.

Desconfiança na epistemologia: O sujeito pós-moderno não acredita nos “grandes sistemas teóricos” ou na “grande ideia”, que, no fundo, é de inspiração religiosa – visto que são as religiões que sempre prometem a felicidade (uma “idade de ouro”) num tempo futuro. A ação política pós-moderna não aposta nos partidos políticos, sindicatos, eleição de representantes, e prefere atuar por meio de ações voluntárias. São as ONGs, bem como nos atos mais ou menos espontâneos de grupos de diversas reivindicações: por exemplo, melhora da saúde da sociedade, ações pró-educação ambiental, participação de ações contra a fome, prestar serviço para a eliminação do analfabetismo, a participação nos projetos e-learning, etc. podem ser de inspiração pós-modernista.

Ausência de uma legislação universal: No comportamento “a-social” e no enfraquecimento do consenso coletivo, há uma batalha permanente sobre a verdade absoluta. A irrelevância sobre o destino da verdade e da bondade, presente no discurso filosófico, dá lugar ao mundo da vida cotidiana, nas lutas pela liberdade política diante da ambição estatal de legislar sobre a ordem social, de definir, segregar e organizar.

Ambivalência: O pós-modernismo valida a ambiguidade, a pluralidade, a coexistência de estilos, em que “tudo vale”. Há um ecletismo das escolhas e um sincretismo contra a pureza geométrica, a sistematização rígida e a identidade definida das coisas. O pós-moderno não é um movimento de come back ou flash back, nas acepções globalizantes do termo, é um movimento de retorno, mas em um processo que elabora um esquecimento original, de onde tudo começa e se refaz.

Mundo das imagens: Uma das características do mundo fugaz está em ele ser tido pelas imagens. O pós-modernismo é uma máquina de imagens, produzindo impressões contínuas que afirmam ou negam os fatos, as opiniões e a produção do conhecimento. A televisão, a internet, os shopping centers e as propagandas são a expressão desse mundo imagético.

Desinteresse pela política: A atitude desinteressada, despolitizada (no sentido tradicional) caracteriza os “pós-modernos”. Falam e agem sem o peso da “angústia” das influências. São avessos aos extremismos clássicos, do tipo “esquerda-progressista” e “direita-conservadora”, uma vez que acreditam que essas definições estão superadas. Os pós-modernistas, como já foi dito, descartam a ideia de revolução como passaporte necessário para uma “nova sociedade”, um “novo homem” e uma “nova felicidade realista” “sem classes e sem desigualdade”. Vale dizer que além da descrença, existe o fato de as revoluções ocorridas no socialismo real resultarem em totalitarismos, fracasso econômico e decepção da população, obrigada a conviver com a falta de liberdade.

Novas referências culturais: A referência artística é constante no universo pós-moderno, principalmente com a incorporação do ambiente pop, temas populares e urbanos, e mesmo a “emancipação do vulgar”, com a mistura de gêneros. No campo da moral, essas referências incentivaram a tendência à tolerância, o respeito às diferenças humanas e o pluralismo radical, ou seja, “sem inimigos a derrotar”. Noutras vezes, a atitude da neutralidade moral também é elogiável frente às discussões que se polarizam em um maniqueísmo.

Na prática

1) Individualismo e grupos de afinidades: A projeção da consciência passa a organizar as atividades do homem de acordo com as identificações individuais ou dos grupos. São os gostos, os lugares e as atividades que delimitam o campo de ação de cada um, formando a imagem do seu meio. Com o fenômeno das comunicações em massa, a globalização virtual e física, as pessoas passaram a se tornar membros de círculos bem delineados e com características próprias.

2) Feminismo e discussão de gênero: Tendências muito presentes que se estendem à concepção de que a identidade entre masculino e feminino são igualmente construções de um conhecimento clássico e cristalizado. Assim, visam desmistificar o discurso da “diferença”, e postular a ideia de “igualdade”, rejeitando todo “discurso de gênero”.

3) Cosmopolitismo: O pós-modernismo é marcado pela perda da identidade territorial e do elogio ao “fluxo”. Assim, o “pós-moderno” é o sujeito cosmopolita, que viaja, que incorpora elementos de outras culturas. Rejeita traços daquela que pertence, consumindo produtos de todos os tipos e novidades. Adapta-se a diversos ambientes culturais.

Principais nomes

Talvez não se deva falar de autores que propriamente se definam como pós-modernos, mas alguns certamente exerceram influências importantes para o pensamento contemporâneo e, de certa forma, pós-moderno:

Jean-François Lyotard (1924-1998)

Filósofo francês, considerado um pós-estruturalista. Seus escritos se interessam amplamente pelo papel da narrativa na cultura, em particular no modo como ela está inserida na condição “pós-industrial” ou “pós-moderna”. Lyotard sustenta que as filosofias modernas legitimaram suas pretensões à verdade não sobre bases lógicas ou empíricas, como pretenderam, mas sobre uma “metanarrativa” do conhecimento do mundo. Sustenta, assim, que na condição pós-moderna essas metanarrativas não permitem legitimar essa pretensão à verdade, e pretende, desse modo, um colapso das metanarrativas modernas.

Seria, então, a ocasião em que a consciência humana pode desenvolver um novo jogo de linguagem, que não reivindica uma verdade absoluta, e sim que contemple um mundo de relações de mudanças constantes. Sua obra mais destacada para o tema: A condição pós-moderna (1979).

Félix Guattari (1930-1992) 

Psicanalista e filósofo francês, cujo trabalho é, em grande medida, pensar a relação dos elementos inconscientes na linguagem.

Procura mostrar como o inconsciente se reporta aos campos social, econômico e político, e de como estes determinam os objetos do desejo.

Pode-se falar de uma cartografia da “sujetividade” em sua obra, em que nela se dá um ideal de cientificidade. É nela que encontramos uma crítica ao modelo de representação, em que a psique é o resultado de componentes múltiplos e heterogêneos.

No inconsciente, tomado não como algo estrutural, mas processual, resta tomar a subjetividade não como um dado, mas como um engendramento distinto de subjetividades.

Assim, as questões éticas são discutidas também pelo crivo de componentes semióticos, pela incorporação das ciências e das mídias para lidar com o problema da técnica e do desejo na sociedade. Um livro de referência: A revolução molecular (1977).

Michel Foucault (1926-1984) 

Filósofo francês muito próximo da óptica pós-moderna, sob o aspecto histórico. Ao recusar as estruturas filosóficas do pensamento ocidental, através de uma análise extensa dos processos pelos quais a consciência é determinada, Foucault ataca qualquer noção de que possa haver uma metalinguagem, uma metanarrativa ou uma metateoria, às quais todas as coisas possam ser conectadas ou representadas.

Condena as metanarrativas (por exemplo, as produzidas por Marx ou Freud) como totalizantes e insiste na pluralidade de formações de “poder-discurso” – o que pode ser visto em Microfísica do poder (1979). A relação entre o poder e o conhecimento é um tema central em sua obra, e nos convoca a uma análise ascendente do poder, começando pelos seus mecanismos infinitesimais, cada qual com a sua própria história e trajetória, técnicas e táticas.

Nessa análise, compreende como os mecanismos sociais foram e continuam a ser investidos para colonizar, transformados por mecanismos cada vez mais gerais e por formas de domínios globais.

Foucault vê que há uma íntima relação entre os sistemas de conhecimento (discursos) que codificam técnicas e práticas para o exercício do controle e do domínio social: a prisão, o asilo, o hospital, a universidade, a escola, o consultório do psiquiatra, de modo que o que acontece com os microcosmos de poder não pode ser abarcado por alguma teoria geral abrangente.

Foucault tem afinidade com a perspectiva pós-moderna, no elogio às qualidades abertas do discurso humano, tomando-as como fundamento, compreendendo-a como um discurso multifacetado e pluralista.

Richard Rorty (1931-2007)

Filósofo norte-americano, conhecido como um dos principais pós-modernistas fora da Europa. A partir de uma perspectiva analítica, abandona a concepção do pensamento e da linguagem como um espelho da realidade ou do mundo externo.

Compreende que os conceitos particulares estão ligados ao mundo de maneira apropriada, em que a verdade não se encontra na adequação ou na representação do real, mas que ela surge das práticas sociais, e que a linguagem é aquilo que serve aos nossos interesses em um período determinado (e por isso as linguagens antigas são intraduzíveis pelas línguas modernas).

No campo dos estudos de filosofia analítica, Rorty pensa não existir uma distinção entre o domínio analítico e o domínio sintético, e consequentemente do dualismo entre esquema conceitual e conteúdo empírico. Uma obra que nos insere em seu pensamento é Filosofia e o espelho da natureza (1979).

Outras visões

Problematização do modernismo: A terminologia que indica sucessão do modernismo remete à Europa Ocidental, na virada do século XIX para o XX, com a manifestação da mecânica, do industrialismo e das técnicas que promoveram o ideal de uma sociedade progressiva e próspera, elevando a razão humana e as suas aspirações.

Proximidades com o anarquismo: A principal proposição anarquista é a ruptura dos sistemas em que existam um soberano ou uma autoridade. A ideia de ausência de hierarquia, permitindo uma liberdade individual e a ausência de rigidez das normas, tem muita afinidade com a postura do pós-moderno. A ideia de organização espontânea é outro aspecto que aproxima ambos os pontos de vistas, ao deixar que a determinação dos indivíduos seja oriunda de uma escolha de uma organização que nasça na sociedade, no entanto sem obedecer uma compreensão universalista e cristalizada.

Crítica e produto do positivismo: O ideário do progresso científico é o ambiente propício para o pós-modernismo, da mesma forma que este também cria condições favoráveis para  fazer a ciência, que necessita de uma liberdade para experimentações de novos conceitos e paradigmas. Por exemplo, a tecnologia trouxe uma série de possibilidades e caminhos para o estabelecimento das ordens sociais, tornando muito próximas a teoria da comunicação e a realidade.

Ramificações

O Pós-modernismo pode ser dividido em diversas áreas abrangentes:

Neomodernismo – Defende uma solução de compromisso entre a contemporaneidade e a herança histórico-cultural da sociedade. Não é idêntico à concepção de pós-modernismo, mas tem afinidade com a ideia de “choque de civilizações”, em críticas contundentes às teocracias totalitárias e seu exclusivismo religioso, a segregação étnica e de gênero, bem como à compreensão burocrática do Estado e das instituições.

Cultura de Massa – Também chamada de cultura popular ou cultura pop, refere-se ao mainstream de uma dada cultura, especialmente a cultura ocidental do começo da metade do século XX e o emergente mainstream global do final do século XX e começo do XXI. É fortemente influenciada pela mídia de massa, em contraste com o cenário cultural de sociedades mais locais ou pré-industriais. Tem expressão nos veículos que são acessíveis a grandes quantidades de pessoas, como conteúdos da internet, vídeos, músicas, e sobretudo do espírito publicitário de sua divulgação.

Cibercultura – Através da instauração das comunidades virtuais, que popularizaram o uso da internet e das tecnologias de comunicação, pode ser compreendida como o estabelecimento de relações e uma aproximação entre indivíduos através das novas ferramentas virtuais. As atividades se expressam em um ciberespaço, visualizando a realidade – onde o espaço e o tempo físico são variáveis à consciência humana – e operam nesse meio cultural.

Arquitetura pós-moderna – Os arquitetos pós-modernos utilizaram uma série de estratégias para estabelecer a crítica do modernismo, principalmente a sua versão mais difundida e homogênea: o estilo internacional. Entre essas estratégias, a principal foi a reavaliação do papel da história, reabilitada na composição arquitetônica. É considerada uma provocação à austeridade moderna, e dela surgiram obras que expressam esse cosmopolitismo arquitetônico: os arranha-céus espelhados, uso de altas tecnologias e referências inusitadas (porém nem sempre felizes) a formas, objetos e conceitos.

Fontes e inspirações

Existencialismo: A reflexão sobre a existência individual, a liberdade e as escolhas pessoais, a investigação do ser, do existir das coisas e dos fenômenos do mundo trouxeram um panorama de crítica ao pensamento clássico. É nessa procura que o indivíduo é capaz de encontrar um sentido possível ao mundo, nessa recusa da ideia de uma “ciência do ser”. É através desse factum inicial que o homem pode compreender a si mesmo e viver o mundo. O tema da decisão e o tema da crise compõem o par inseparável do gesto existencial, ensejo para a condição constante da pós-modernidade.

Fenomenologia: A fenomenologia, na busca por uma nova relação entre a consciência do saber humano e o mundo exterior, propiciou uma crítica aos limites do conhecimento sobre os fenômenos. A ideia de que a existência das coisas não pode ser compreendia como algo pronto e acabado ampliou o alcance investigativo das estruturas dos vários tipos de experiência: a percepção, o pensamento, a imaginação, a memória, as emoções e a atividade da linguagem. O pós-modernismo é, em grande medida, influenciado por essa ideia, sobretudo no que diz respeito à presença de um aspecto estético e sensitivo de suas ideias.

Estruturalismo: O estruturalismo, como tentativa de uma nova compreensão da relação entre sujeito e objeto a partir de estruturas prévias, abriu o campo para uma metodologia que seja capaz de investigar os vários campos do conhecimento, como a linguística, a psicanálise, a antropologia e a filosofia.

Essas disciplinas ecoaram na França na segunda metade do século XX, em especial a partir dos anos 1960. As obras que retomaram as discussões metafísicas sobre o sujeito e a linguagem permitiram um novo tipo de crítica, procurando aliar as críticas subjetivas, no domínio do simbólico e da linguagem, às críticas objetivas, no caso das estruturas presentes no mundo. A perspectiva pós-moderna repousa – ou se agita – nessa constante “indecisão” entre o aspecto subjetivo e intencional e a objetividade determinante do mundo exterior.

Há influências e diversas áreas do pós-modernismo:

Andy Warhol (1928-1987) – Pintor e cineasta norte-americano, bem como uma figura maior do movimento de pop art. A série de latas de sopa Campbell, o filme experimental Chelsea Girls (de 1966) e também no mesmo ano o show experimental ExplodinG Plastic Inevitable, misturando música, filme, dança e pop art.

John Cage (1912-1992) – Compositor, teórico musical, escritor e artista dos Estados Unidos. Pioneiro da música aleatória, da música eletroacústica. É o compositor da famosa peça “4’33”, pela qual ficou célebre. Foi um dos primeiros a escrever sobre o que ele chamava de música de acaso. Também integrou o movimento artístico Fluxus.

Philip Glass (nascido em 1937) – Compositor estadunidense entre os mais influentes do final do século XX. É normalmente rotulado de compositor “minimalista”. Suas composições mais importantes são: “Einstein on the Beach” (1975), “Satyagraha” (1980), “Akhnaten” (1984).

William Burroughs (1914-1997) – Escritor, pintor e crítico social nascido nos Estados Unidos da América. Influenciou muitos artistas do século XX, e a sua obra mais conhecida é Naked Lunch [Almoço nu] (1959), seguida de Junkie (1953).

Thomas Pynchon (nascido em 1937) – Escritor estadunidense, um dos principais nomes da literatura pós-moderna. O seu terceiro livro, Arco-íris da gravidade (1973), é o mais famoso.

Jean Baudrillard (1929-2007) – Sociólogo, poeta e fotógrafo francês. Ficou notável pela ideia de Simulacro e de hiper-realidade. Sua grande obra é O sistema dos objetos (1968). Tem uma produção vasta e exerceu influência sobre muitos acadêmicos pelo mundo.

David Lynch (nascido em 1946) – Diretor, roteirista, produtor, artista visual e músico estadunidense. É conhecido por seus filmes surrealistas, num estilo próprio, e que para muitos representa a perspectiva pós-moderna. Principais filmes como diretor: Coração valente (1990) e Mulholland Drive (2001).

Peter Greenaway (nascido em 1942) – Cineasta, autor e artista multimídia britânico. Sua produção artística e cinematográfica utiliza muitos parâmetros elaborados da pintura. Principais filmes como diretor: O cozinheiro, o ladrão, sua mulher e seu amante (1989) e O livro de cabeceira (1996).

Le Corbusier (1887-1965) – Arquiteto, urbanista e pintor francês de origem suíça. Seu livro Por uma arquitetura (1923) abriu caminhos para o “estilo internacional”. Nele encontramos as bases para os seus “cinco pontos”, que podem ser vistas em obras projetadas como a residência Villa Savoye, as Unidades de Habitação de Marselha, o Palácio da Assembleia em Chandigarh, a Capela Notre-Dame-du-Haut, e o Conjunto de edifícios-sede da Organização das Nações Unidas.

Fontes de pesquisa

Sites consultados:

http://www.larousse.fr/encyclopedie/divers/postmodernisme/65020

http://quefaire.lautre.net/spip.php?page=article&id_article=282

http://www.monografias.com/trabajos/modypostmod/modypostmod.shtml

http://agora.qc.ca/dossiers/Postmodernisme

http://www.hypergeo.eu/spip.php?article204

http://www.flsh.unilim.fr/ditl/Fahey/POSTMODERNISMEPostmodernism_n.html

http://html.rincondelvago.com/posmodernismo.html

http://www.universalis.fr/encyclopedie/postmodernisme/

http://www.persee.fr/web/revues/home/prescript/article/hom_0439-4216_1999_num_39_151_453631

http://terrainteressados.blogspot.com.br/2010/01/condicao-pos-moderna-segundo-lyotard.html

http://passapalavra.info/2011/06/40797

Cronologia

Movimentos influentes: Existencialismo (segunda metade do século XIX e primeira do século XX)

Fenomenologia (primeira metade do século XX) Arquitetura pós-moderna (século XX) Estruturalismo (século XX) Pós-estruturalismo (segunda metade do século XX)

Autores de destaque:

Michel Foucault (1926-1984)

Jacques Derrida (1930-2004)

Gilles Deleuze (1925-1995)

Jean-François Lyotard (1924-1998)

Principais obras:

A condição pós-moderna (1979) – Jean-François Lyotard

Condição pós-moderna (1989) – David Harvey

Os tempos hipermodernos(2004) – Gilles Lipovetsky e Sebastien

Charles Modernidade e ambivalência (1991) – Zygmunt Bauman

Pós-modernismo (1991) – Fredric Jameson

As origens da pós-modernidade (1999) – Perry Anderson

Principal evento: Queda do muro de Berlim (1989)

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