Por que não simplesmente padronizar tratamentos como a dor lombar na osteopatia?

Cada paciente possui uma capacidade de adaptação individual, específica e inerente que depende de variáveis intrínsecas e extrínsecas distintas que variam desde o biótipo, da saúde geral, do estado mental, do histórico, do nível de atividade física e da profissão até a estratégia que o sistema neural utiliza do sistema musculoesquelético para o indivíduo permanecer realizando as funções do dia a dia, como andar. Perante uma disfunção, o cérebro aciona outras estruturas e estratégias para tentar compensar a diminuição da função daquele local especifico, que muita vez funciona no curto prazo, mas que o corpo não consegue lidar no longo prazo, gerando sobrecargas e sintomas em outros lugares. Esse caminho formado pelas disfunções que o corpo não conseguiu identificar é chamado de cadeia lesional. Durante a abordagem osteopatica, o terapeuta faz um estudo detalhado do caso, visando identificar a lesão primária e a cadeia lesional que levou à produção do sintoma em questão e, a partir disso, escolher as técnicas manuais mais adequadas, respeitando as características individuais daquele paciente, para estimular da forma mais eficiente e eficaz a correção (princípio da autorregulação) e consequentemente, o desaparecimento dos sintomas. No caso da dor lombar, existem diversas causas que podem variar desde aspectos músculo esqueléticos como uma cadeia iniciada por um entorse de tornozelo anos atrás, até aspectos viscerais como um histórico de intervenção cirúrgica no útero, entre outros. Portanto, o mesmo sintoma pode necessitar de tratamentos totalmente distintos.